Estava na aula de literatura e cultura quando a professora pediu nos pra ler "Contos de Machado de Assis" pensei, mas conto por que? por que já havia lido alguns contos de outros autores e não havia gostado e passei a não gostar de nenhum conto, depois que comecei a ler o livro de Machado eu vi que eu caracterizava a parte pelo todo. Estava lendo e descobrir que pela primeira vez os contos de Machado eram apresentados de forma sistemática, agrupados cronologicamente e tematicamente. Foram divididos "melhores" contos que lidam com o mesmo tema, formando 6 volumes sendo eles:
- volume 1 - Música e literatura
- volume 2 - Adultério e ciúme
- volume 3 - Filosofia
- volume 4 - Dissimulação e vaidade
- volume 5 - política e escravidão
- volume 6 - Desrazão
O volume 4 foi o que mais chamou-me atenção, os textos deste volume datam da segunda metade da década do século XX mais precisamente, de 1868 a 1906. Machado condenou sistematicamente tanto o dissimulado quanto o vaidoso. Deste volume mostrarei aqui o resumo que fiz do conto "Luís Soares":
"o personagem homônimo após dissipar sua fortuna levianamente buscou duas alternativas: viver a custa de seu tio rico ou planejar um casamento salvador, Luís como era inteiramente dissimulado, pensava que se casar com a prima não seria vantagem, ele queria ser o herdeiro principal. Sua prima Adelaide era apaixonada com ele, mas Luís a esnobou até que eles quase não conversassem. Só que como disse o comportamento dissimulado de Luís, levou-o a ruína no exato instante em que parecia triunfar. Quando Adelaide recebeu a carta, todos deram ouvidos:
Meu bom e estimadíssimo Anselmo. - Quero que me prestes o último favor. Tens contigo a maior parte da minha fortuna, e eu diria a melhor se tivesse de aludir à minha querida filha Adelaide. Guarda esses trezentos contos até daqui a dez anos, e ao terminar o prazo, lê esta carta diante dos meus parentes. Se nessa época a minha filha Adelaide for viva e casada entrega-lhe a fortuna. Se não estiver casada, entrega-lha também, mas com uma condição: é que se case com o sobrinho Luís Soares, filho de minha irmã Luísa; quero-lhe muito, e apesar de ser rico, desejo que entre na posse da fortuna com minha filha. No caso em que esta se recuse a esta condição, fica tu com a fortuna toda.
Depois dessa carta Luís começou a correr atrás de Adelaide e ela ignorando-o, disse a ela que estava muito apaixonado, Luís disse: - Ou seja a morte, ou seja a felicidade, quero recebe-la de joelhos. Adelaide sorriu e soltou lentamente: - Trezentos contos! É muito dinheiro para comprar um miserável. Luís ficou petrificado e quem não ficaria? ele abandona a casa do tio, empobrecido e sem alternativas, suicida-se, sendo rapidamente esquecido pelos amigos."
Pude perceber que Machado de Assis narra o conto, e as vezes é como se ele conversa-se com o leitor como nesse trecho " os leitores terão visto que apesar de certa argúcia da parte de Soares, não tinha ele a perfeita compreensão das coisas, e por outro lado o seu caráter era indeciso é vário. Então podemos dizer que Machado é um autor onipresente neste conto.

que belezinha, hein! Parabéns!!!
ResponderExcluirMuito obrigado Alexandre ...
ResponderExcluirNão precisa agradecer...tenho orgulho de pessoas como você...determinado e que, gosta do que faz!
ResponderExcluirVc tá no caminho certo...seu resumo tá excelente!
Abraço, e valeu pelo retorno!
Quando puder, vá conhecer meu blog...abraço
http://carceredoser.blogspot.com/