quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mundo paralelo. 1


Nunca imaginei como seria quando eu morresse, mas engraçado, esperava bem menos. Vivia em uma pequena cidade chamada Cripta, não me pergunte por que deram-lhe esse nome, pois acho que nenhum dos moradores sabiam, segundo os mais velhos era por conta do padre que fundou a cidade, chamado Amadeu Aquiles Criptom. Cripta era normalmente fria e chovia somente em uma época do ano, fora dessa época nunca, para quem gostava de sol era muito ruim morar em Cripta.
Em um dia não comum em Cripta, amanheceu bem ensolarada e ao jornal logo de manhã, já anunciava que o dia seria ensolarado, com fortes pancadas de chuva ao final da tarde. E onde eu estava? Preso dentro do meu quarto, arrumando para poder sair de casa. 
Quem sou eu? - Ah, mil desculpas eu sou Pedro, preguiça que eu estou para ir à escola.

A pergunta agora seria mais especifica, quem seria Pedro? Este garoto tem uma historia interessante escondida, algo que nem ele mesmo conseguia se lembrar por um lapso de memória. Pois é, lapso de memória. Pedro também gostaria de entender o que acontecia, mas uma certeza ele tinha, sonhava direto com fogo, uma passagem subterrânea e uns garotos que jamais haviam visto.
- Pedro desça para tomar café, se não irá atrasar para a escola.
A ultima coisa que eu gostaria de lembrar era que eu tinha que ir para escola, haviam pessoas legais, mas a maioria eram estupidas ou mesmo parecia andar no automático como se não houve nenhum cérebro.
                - Não vou falar de novo, será que tenho que chamar seu pai?
                - já estou descendo.
Estava com preguiça ate mesmo de descer as escadas, na cozinha estavam tomando café meu pai, minha irmã mais nova de 3 anos que parecia uma louca vestindo roupas no Fred, gato da família.
                - Bom dia, tome café rápido por que vai chegar atrasado.
                - Não estou com fome Pai podemos ir quando quiser.
Meu pai me deixou na escola e eu como sempre sozinho, sem nenhum amigo, e olha que eu não era tão antissocial, mas eu também não tinha nenhuma característica comum com as pessoas da escola, acho que eu ainda tinha cérebro e também não gosto de esportes, não gosto de estudar, não gosto de games e não confio tanto nas pessoas. Mas o que me motiva é pensar que esse seria o ultimo ano no ensino médio. Mas engraçado para mim já havia sentido aquela mesma sensação de ultimo ano, como se eu tivesse tomado bomba e meu pai mostra uma expressão no rosto de medo ou angustia, não sabia explicar.
- Chegamos, tenha um ótimo dia filho e cuidado
- obrigado pai pra você também, mas cuidado com o que?
- Nada filho.
Fiquei preocupado com o que meu pai disse, ouvi um barulho diferente e mais a frente vi um dos garotos que apareciam em meus sonhos e quando olhei de novo ele havia sumido... 

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