Estava quase chegando em casa
quando vi alguém colocando uma correspondência na caixa de correio e saindo em
direção as outras casas. Peguei a correspondência e dei uma olhada em direção a
casa, e vi que entre as correspondências do meu pai havia uma carta de
uma escola que meus amigos de infância estudavam. Lembro como se fosse hoje,
que Flayton dizia como era a entrada, bem grande e parecia muito com uma
igreja, mas com um aparência bem pálida, morta. O que me assustava por que meu
pai receberia uma correspondência daquela escola.
Continuei olhando as
correspondências e a última era um bilhete, que dizia:
Pedro,
Espero-te no mesmo lugar de sempre, e não preciso me identificar você
sabe quem sou, ou melhor, você sabe quem somos.
- Pai, Mãe, cheguei as
correspondências estão aqui em cima da mesinha, vou subir e tomar um banho.
- está bom, mas Pedro não demore
muito o jantar, já vou servi.
Entrei no meu quarto e fiquei
deitado ao chão com medo, mas estava tentando entender, o que acontecia! O
menino misterioso que eu nunca tinha visto e a borboleta que nunca esteve no
museu e agora um bilhete? Deitado no chão, adormeci, acordei com a minha Mãe
batendo na porta com um comprido para enxaqueca, minha mãe me dava toda noite
para que eu dormisse bem.
Tomei o comprimido e odiava
toma-lo e toda noite depois de tomar o comprimido me sentia como se estivesse fora do meu corpo,
totalmente dopado, por que o remédio era muito forte. Mas eu não podia deixar
de tomar por que a enxaqueca era muito forte a ponto de desmaiar. Mas a minha
cabeça ainda fitava o bilhete.
Portanto em poucos minutos eu
fechei os olhos e comecei a ter alucinações com gatos de todas as cores,
principalmente brancos dos olhos vermelhos, e escutava no fundo da escuridão da
minha mente... tic tac, tic tac. E abrir os olhos e de uma mancha grande
no teto saiu um gato e pulou em cima de mim, soltei um grito e acordei de um
pesadelo suando frio. Eu me levantei e sair na porta do meu quarto percebi que
meus pais estavam acordados, voltei a minha cama e rezei com muita fé para que
não tivesse mais pesadelos daquela forma.
O dia amanheceu e o dia estava
ótimo e o jornal anunciava que o restante da semana o tempo estaria nublado e
com fortes pancadas de chuva ao final do dia, mas todos de cripta sabiam que
não choveria e que o tempo poderia mesmo ficar nublado durante o restante da
semana. Desci as escadas e a minha mãe estava chorando, meu pai estava muito
aflito e o espelho do banheiro quebrado e minha irmã vestindo o Fred com roupa
de cowboy, como se nada tivesse acontecendo.
- Mãe por que está chorando o que
aconteceu? Como o espelho quebrou?
- fui pegar o shampoo e por
descuido deixei minha mão bater.
Minha mãe não me convenceu com a desculpa que deu, meu pai
era fisioterapeuta e naquele dia ele nem foi para o trabalho para poder ficar
em casa e dar total atenção a minha mãe. Mas o que me deixou mais preocupado,
ele disse que tinha fechado minha matricula e que eu estaria sendo transferido
para outra escola. Lembrei-me da carta que tinha recebido da outra escola, eu
nem imaginava com seria essa escola Norton Houston.
- filho,
a escola é Norton Houston. Fica no topo distante da cidade, sabe qual?
- Sim,
lembro dos meus amigos Flayton, Marcos eles estudavam lá. Mas é um internato.
- sim, você vai ficar e não vai
poder voltar para casa. Enquanto não terminar o ano.
- E quando vamos?
- Hoje mesmo pode subir e arrumar
suas coisas.
Subi as escadas e fui para meu
quarto arrumar minhas coisas, coloquei roupas que eu precisaria por um
determinado tempo. E quando fui pegar meus cadernos me deparei com um caderno
de desenho em que tinha desenhos de meus amigos e achei um desenho de um garoto
chamado Luís, portanto não lembrava deste nome e não parecia ser uma obra
minha, no verso da folha tinha asas de borboletas e uma rosa seca. Peguei o meu
tênis que estava com bilhete e coloquei também dentro da minha mala para não
deixar nenhum vestígio.
- Vamos??
- Estou descendo Papai.
Não sei o que fiz e sem querer eu
quebrei o espelho do meu quarto, meu pai veio correndo e dizendo para deixar os
cacos no chão para poder deixar isso para hora que ele chegasse. Peguei a minha
mala e desci as escadas, coloquei minha mala no porta-malas e estranhei tinha
dois rapazes dentro do carro quando meu pai veio chegando, perguntei quem são?
Meu pai disse que eram rapazes que ele daria carona, mas não colou a desculpa.
- Quem são esses rapazes meu pai?
- vou dar caronas pra eles ate o
outro lado da cidade são vizinhos novos
Sabia que não tínhamos vizinhos novos, logo que
não tinha nenhuma casa para vender, muito menos, para alugar próximo de casa.
Entretanto fingir acreditar, depois de quase sairmos da cidade, rumo a escola
avistei uma placa que dizia...

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