Fiquei preocupado com o que meu
pai disse, ouvi um barulho diferente e mais a frente vi um dos garotos que
apareciam em meus sonhos e quando olhei de novo ele havia sumido... Também
havia muitos alunos na porta não teria como seguir com os olhos, um único
garoto.
- Bom dia, vamos a listagem dos alunos.
Quase todos se conhecem então vamos somente à listagem, Marcos Paulo? Espera
tem um aluno novo, melhor deixamos falar e logo depois continuamos com a
listagem.
- Bom dia, meu nome é Marcos, eu
vim de uma cidade chamada Matupa, pequena ao leste do pais. Meus pais vieram
por motivo de trabalho, e eu tive que vir junto.
Assim que vi o novo aluno, pensei mais um sem cérebro. E
também não tinha gostado do nome dele era igual de um amigo de infância, era
meu único amigo, ele sempre dizia para mim que morava em um abrigo de crianças,
ate que um dia ele nunca mais apareceu, imaginei que ele tinha sido adotado.
Mas havia algo naquele garoto novo que eu conhecia, mas não sabia o que era. E
infelizmente ele sentou-se ao meu lado e ainda deu um sorrisinho para mim,
enquanto a professora continuava a listagem.
- Luiza?
- Presente professora!
- Pedro?
- Presente!
Mas não pense que desde que
criança eu já era assim intelectual, se é assim que eu posso dizer, mas
intelectual não, talvez o certo fosse antissocial. Eu tinha uma porção de
amigos, mas meus pais não gostavam muito deles, mas eu gostava era o João,
Flayton, Carlos e Marcos. Meus pais não gostavam muito deles, cheguei a
perguntar por que, mas eles diziam que desconheciam aqueles garotos. Mas meus
pais adoram a turminha que era da escola que tinha Joana, Bruno, Pamela e
Lilian. Costumávamos a brincar de desafios. Esconder objetos e dar pistas ate
chegar ao fim do jogo e ganhar um tesouro, no normal moedas que juntávamos e
cada dia da semana era um da turma que tinha que procurar pelo tesouro
escondido.
- Ola Pedro
- Pedro??
- Desculpa estava longe, oi.
- Posso me juntar com você para
acompanhar, estou sem meus livros.
- fique a vontade, pode sim.
Não estava querendo assisti a
aula sobre literatura contemporânea, então virei para o lado e dormi. Acordei
com ele mexendo no meu cabelo para que eu acordasse, por que a aula já tinha
acabado, o agradeci e juntei meus materiais e fui saindo para casa, deixando-o
para traz. Minha casa ficava distante da escola, mas eu gostava de voltar para
casa andando assim poderia admirar paisagem da cidade. Cripta tinha casas
grandes e bem desenhadas, o sol naquele dia estava deslumbrante, passei pelo
museu, estava com quadros novos e esculturas maravilhosas. Teve uma escultura
que chamou muito minha atenção era de uma borboleta grande, entrei ao museu e
vi que as asas eram amarelas com coloração lilás nas pontas e ao meio das asas tinha
um circulo azul escuro, parecia um olho de tão lindo.
Senti um vento ao meu rosto bem
de leve e tive a sensação que a borboleta tivesse mexido, ainda bem que foi
somente uma sensação, será que eu estava louco? Não, estava saindo do museu e
do outro lado da rua eu vi o garoto que apareceu na porta da escola. Desci
desenfreado às escadas e esbarrei em cima de uma garota, estava fissurado, mas
sentia novamente aquele mesmo vento leve de quando estava perto da borboleta,
parecia que tudo estava lento e simplesmente o menino desapareceu como uma
sombra.
A
perseguição pelo garoto fracassou, portanto voltei ao museu para continuar observando
os novos quadros e esculturas, senti falta da escultura da borboleta que eu
estava observando.
- Ola moça, estava observando uma
nova escultura que tinham colocado aqui a minutos atrás, uma borboleta,
colocaram ela onde?
- borboleta? Não temos nenhuma
escultura de borboleta
- Como? Eu vi lá de fora e
assemelhava-se com uma borboleta, muito obrigado.
Tive um susto, eu tinha certeza
do que eu tinha visto era capaz de passar cada uma das características, nos
mínimos detalhes daquela borboleta de coloração maravilhosa e aquele garoto
quem era e como pude perdê-lo de vista tão rápido? Não era normal o que estava
acontecendo, confesso que estava com medo. Decidi ir para casa, mas nem poderia
compartilhar com ninguém não tinha amigos.
Estava quase chegando em casa quando vi alguém
colocando uma correspondência na caixa de correio e saindo em direção as outras
casas. Peguei a correspondência e dei uma olhada em direção a casa, e vi que
entre as correspondências do meu pai havia uma carta... 
Nenhum comentário:
Postar um comentário