sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mundo paralelo. 2


Fiquei preocupado com o que meu pai disse, ouvi um barulho diferente e mais a frente vi um dos garotos que apareciam em meus sonhos e quando olhei de novo ele havia sumido... Também havia muitos alunos na porta não teria como seguir com os olhos, um único garoto.
- Bom dia, vamos a listagem dos alunos. Quase todos se conhecem então vamos somente à listagem, Marcos Paulo? Espera tem um aluno novo, melhor deixamos falar e logo depois continuamos com a listagem.
- Bom dia, meu nome é Marcos, eu vim de uma cidade chamada Matupa, pequena ao leste do pais. Meus pais vieram por motivo de trabalho, e eu tive que vir junto.
Assim que vi o novo aluno, pensei mais um sem cérebro. E também não tinha gostado do nome dele era igual de um amigo de infância, era meu único amigo, ele sempre dizia para mim que morava em um abrigo de crianças, ate que um dia ele nunca mais apareceu, imaginei que ele tinha sido adotado. Mas havia algo naquele garoto novo que eu conhecia, mas não sabia o que era. E infelizmente ele sentou-se ao meu lado e ainda deu um sorrisinho para mim, enquanto a professora continuava a listagem.
- Luiza?
- Presente professora!
- Pedro?
- Presente!
Mas não pense que desde que criança eu já era assim intelectual, se é assim que eu posso dizer, mas intelectual não, talvez o certo fosse antissocial. Eu tinha uma porção de amigos, mas meus pais não gostavam muito deles, mas eu gostava era o João, Flayton, Carlos e Marcos. Meus pais não gostavam muito deles, cheguei a perguntar por que, mas eles diziam que desconheciam aqueles garotos. Mas meus pais adoram a turminha que era da escola que tinha Joana, Bruno, Pamela e Lilian. Costumávamos a brincar de desafios. Esconder objetos e dar pistas ate chegar ao fim do jogo e ganhar um tesouro, no normal moedas que juntávamos e cada dia da semana era um da turma que tinha que procurar pelo tesouro escondido.
- Ola Pedro
- Pedro??
- Desculpa estava longe, oi.
- Posso me juntar com você para acompanhar, estou sem meus livros.
- fique a vontade, pode sim.
Não estava querendo assisti a aula sobre literatura contemporânea, então virei para o lado e dormi. Acordei com ele mexendo no meu cabelo para que eu acordasse, por que a aula já tinha acabado, o agradeci e juntei meus materiais e fui saindo para casa, deixando-o para traz. Minha casa ficava distante da escola, mas eu gostava de voltar para casa andando assim poderia admirar paisagem da cidade. Cripta tinha casas grandes e bem desenhadas, o sol naquele dia estava deslumbrante, passei pelo museu, estava com quadros novos e esculturas maravilhosas. Teve uma escultura que chamou muito minha atenção era de uma borboleta grande, entrei ao museu e vi que as asas eram amarelas com coloração lilás nas pontas e ao meio das asas tinha um circulo azul escuro, parecia um olho de tão lindo.
Senti um vento ao meu rosto bem de leve e tive a sensação que a borboleta tivesse mexido, ainda bem que foi somente uma sensação, será que eu estava louco? Não, estava saindo do museu e do outro lado da rua eu vi o garoto que apareceu na porta da escola. Desci desenfreado às escadas e esbarrei em cima de uma garota, estava fissurado, mas sentia novamente aquele mesmo vento leve de quando estava perto da borboleta, parecia que tudo estava lento e simplesmente o menino desapareceu como uma sombra.
                A perseguição pelo garoto fracassou, portanto voltei ao museu para continuar observando os novos quadros e esculturas, senti falta da escultura da borboleta que eu estava observando.
- Ola moça, estava observando uma nova escultura que tinham colocado aqui a minutos atrás, uma borboleta, colocaram ela onde?
- borboleta? Não temos nenhuma escultura de borboleta
- Como? Eu vi lá de fora e assemelhava-se com uma borboleta, muito obrigado.
Tive um susto, eu tinha certeza do que eu tinha visto era capaz de passar cada uma das características, nos mínimos detalhes daquela borboleta de coloração maravilhosa e aquele garoto quem era e como pude perdê-lo de vista tão rápido? Não era normal o que estava acontecendo, confesso que estava com medo. Decidi ir para casa, mas nem poderia compartilhar com ninguém não tinha amigos.
Estava quase chegando em casa quando vi alguém colocando uma correspondência na caixa de correio e saindo em direção as outras casas. Peguei a correspondência e dei uma olhada em direção a casa, e vi que entre as correspondências do meu pai havia uma carta... 

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