domingo, 28 de abril de 2013

Mundo paralelo 4.



Sabia que não tínhamos vizinhos novos, logo que não tinha nenhuma casa para vender, muito menos, para alugar próximo de casa. Entretanto fingir acreditar, depois de quase sairmos da cidade, rumo a escola avistei uma placa que dizia: Hospital psiquiátrico Norton Houston.
- Pai por que está me levando para um hospício?
- É para escola meu filho.
- Não é, vi uma placa logo atrás.
Neste momento eu já estava muito alterado e gritando, quando os rapazes que estavam de carona entraram em ação colocando um pano no meu nariz me fazendo desmaiar. As últimas mensagens que pude captar foram: um céu muito nublado, vozes dizendo para continuar pressionando e meus olhos foram fechando bem devagar e mergulhei em uma escuridão imensa.
Quando acordei, pedi um milhão de vezes para que fosse só mais um pesadelo terrível, mas quando abri literalmente os olhos estava em um quarto pequeno com uma mesa que só tinha uma gaveta, com uns papeis sobre ela, o abajur lumiava uma folha com a inicial “L” no topo da folha. Além da luz do abajur e da janela não tinha mais nenhuma luz. Estava numa cama de hospital, meu corpo estava mole, minha cabeça doía muito e parecia que já estava sedado e fui ate a porta estava trancada, o banheiro era bem pequeno. Portanto eu queria entender o que tinha feito para meu pai me mandar para um hospício e por que meus amigos de infância ficavam em um hospício e diziam para mim que era uma escola? Teria que deixar o tempo passar, agora só dependeria do tempo para poder entender. Estava muito dopado, não resistir e acabei adormecendo.
Acordei com o uns barulhos estranhos que vinham do outro lado da porta, me levantei e passei uma água no meu rosto e fiz minha Higiene bucal, escutei alguns assovios e algumas vozes de outros rapazes e parecia que todas as portas estivessem sido destravadas e a minha também. Fiquei com medo do que viria do outro lado da porta, por que eu não era louco e poderia achar pessoas perigosas do lado de fora do meu quarto.
Mas não Demorou muito ate eu ver olhos nas esquinas da minha porta e escutar passos repentinos próximos ao meu quarto. Até que decidir lutar contra meu medo, pois não poderia ficar trancado o tempo todo dentro daquele quarto, por que eu não era louco e tinha que demonstrar isso para o médico.
- Pedro... Pedro... Pedro...
- ola rapazes
- Podemos entrar?
- sim, entrem
Antes mesmo que eu saísse do meu quarto os rapazes já estavam pedindo para entrar, não fui ate o meu medo e ele veio ate mim. Mandei eles entrar eram dois e o engraçado é que eles pareciam com meus antigos amigos só que um pouco mais velho. E não pareciam tão loucos como eu imaginava.
- Qual são seus nomes?
- João e este daqui é o Flayton. O Flayton tem muita vergonha e medo deste lugar então ele quase não fala.   
- João, Flayton?? São vocês? Não lembram de mim?
- sim Pedro lembramos.
- Por que nunca me disseram que aqui era um hospital psiquiátrico e não uma escola?
- Aqui é uma escola.
Com aquele comentário fiquei muito surpreso, pois eles ainda achavam que ali era uma escola e no caminho estava escrito com todas as letras Hospital Psiquiátrico. Entretanto eu não quis insistir eles deviam está ali tanto tempo que não deveriam nem lembrar, ou mesmo, era um meio de refugio da realidade. Sair com eles do meu quarto e fui em direção a um pátio e chegando vi que tinham mais dois no momento eu pensei e estes devem ser o Marcos e o Carlos. E realmente estava certíssimo.
- ola rapazes
- Estes são Marcos e Carlos.
- oi cara.
Pude perceber que Marcos era um pouco sociável, mas a fisionomia do rosto assemelhava-se a um safado. E Carlos não respondeu ao meu cumprimento, parecia ser muito antipático. Uma enfermeira Passou e Marcos deu em cima dela então comprovou que não parecia safado, mas era muito safado. Carlos sempre estava com a cara fechada e não queria saber de conversa com nenhum dos garotos.
Cada um dos garotos tinha uma personalidade diferente não conseguia ver nada em comum. Vi que Flayton estava com meu caderno de desenho e quando ele viu a borboleta ficou com mais medo, do que mostrava ter, e soltou meu caderno ao chão e saiu correndo para trás de um sofá, João aumentou a televisão e começou a falar junto e alto. Marcos pegou meu caderno e disse guarde isso. Peguei o meu caderno sem entender por que a alteração e fui direto para meu quarto guardar o caderno na gaveta.
No caminho para meu quarto não pude deixar de perceber que cada quarto tinha o nome do inquilino na porta, tinha uma sequencia com Flayton, Carlos, Marcos, João e na porta do meio quarto meio que apagado, mas dava para ler o nome Luís. Isso explicava por que uma inicial “L” no topo da folha aquilo deveria ser deste tal de Luís. Quando abrir a gaveta deparei com uma...

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