Estava já começando a me alterar quem eram aqueles
garotos e eles tinham morrido e por que a minha vida tinha virado um inferno o
que estava acontecendo e enfim olhei para meus braços e estavam todos furados e
os furos pareciam forma um borboleta. Então fiquei alterado e à ameacei e em
seguida peguei uma seringa em cima da mesa direcionei ate o seu pescoço.
Florita estava com uma cara de assustada e disse que explicaria
tudo, porém somente se ficasse calmo e escutasse sem qualquer forma de
alteração. Então seguiria com a minha palavra e daria ouvidos a ela.
- Então o que você
lembra de sua infância?
- Pouquíssimas coisas, sempre tive memória fraca.
- Você tem todas as respostas que precisa, por isso nunca
informei para você às respostas que sei.
- Então me dê às respostas ainda não achei as minhas.
Tive sonhos estranhos com esses garotos e vivi uma vida com eles. E cadê eles e
não minta sei que tem um quarto para cada um deles vi os nomes deles.
- Não vou mentir para você e também já passou da hora de
saber a realidade. Enfim acho que minha missão está terminada. Você sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade ou
seja dizendo você sofre de síndrome de múltipla personalidade.
Então era essa toda a resposta, nasci louco e sempre seria assim e minha
vida sempre seria um caos? Meu mundo caiu e talvez isso explicasse tudo, que
nunca tive infância por que fiquei toda minha vida dentro de um hospital
psiquiátrico e tudo que recordava-me era criação da minha mente.
- Então tudo que lembro é criação da minha mente, nunca sair deste
lugar!
- Errada sua afirmação! Você veio para cá aos seus doze anos depois de
ter um trauma em sua infância, descobriu que tinha leucemia e teve que passar
por inúmeras terapias em um hospital. Este hospital que às vezes tem memórias
vagas na mente não é este, mas ohospital em que você passou pelas terapias do
câncer e ao tentar voltar para sua vida normal notou como as pessoas
tratavam-lhe diferente e seus amigos que distanciaram isto resultou em um
estresse psicológico grave, então passou a criar personalidades para que
fugisse desta realidade então veio uma identidade e tratamos e fizemos variadas
experiências e depois vieram todas as outras. Então fomos acumulando estas
identidades aqui dentro do hospital cada um com seu quarto, cada um com seus
objetos, cada um com sua história pessoal, sua autoimagem e identidade
distintas. Então Luis todos os outros garotos que viveram com você, é você
mesmo! Meu último diagnóstico seria a hipnose, então quando pedi para Pedro vim
ate minha sala o hipnotizei para que juntasse todas as personalidade e vivesse
em um mundo onde teriam que lutar para continuarem vivas e salvar a vida de um
garoto que mau conheciam e este garoto era você.
- Não isso não é verdade!
- algo que disse ate agora sai fora do contexto?
Meu silêncio naquele momento entregava tudo realmente recordava-me
daquilo tudo que ela tinha falado, mas não conseguia lembrar a vida dos garotos
e muito menos a minha. Meus olhos começaram a sair lágrimas e pior que não
conseguia controlá-la. Então sair correndo da sala de Dra. Florita e sair
correndo pela escada, escorreguei pelas escadas e sair rolando sentia como se
estivesse caindo sobre espinhos e que pedaços descolavam-se do meu corpo, de
repente tudo parou de balançar e sentia muita dor, escutava somente vozes e
Florita dizendo que tudo ficaria bem e apaguei totalmente.
Nunca imaginei como seria quando eu morresse, mas
engraçado, esperava bem menos. Estava tudo escuro e meus olhos mesmo fechados
ainda lacrimejavam, fui quase um gato gastei cinco das minhas sete vidas e isso
era hora de brincar? Mas precisa de um pouco de humor. Então me lembrava de
tudo e de todas as mortes e também da minha infância, e as personalidades dos
garotos que eram tão diferentes, cada um tinha uma forma de agir.
Fui abrindo meus
olhos de pouquinho e escutava passos e pessoas conversando e quando
literalmente abrir os olhos deparei-me com meus pais olhando para mim com uma
cara muito feliz e repetiam muito o meu nome, estava todo machucado, Dra.
Florita chamou-me e disse que enfim o inferno tinha acabado e que era pra
continuar descansando, então fechei os olhos e continuei escutando.
- Ele está com uma cara tão boa como se ele tivesse
nascido de novo.
Neste momento meu coração pulou de alegria e pude ficar
mais animado e realmente peguei ao sono estava muito dolorido ainda. Passei
dias em cima da cama com os melhores cuidados, então tinha certeza que estava
totalmente curado e que poderia voltar pra casa e continuar com minha normal.
Levantei-me da cama do quarto que estava sobre cuidados e
fui caminhando ate meu dormitório para recolher minhas coisas e fui notando que
as placas, o tapete e o hospital era muito parecidos com a base secreta que
criei com minha mente e andando pelo percurso que que passei na base ainda tinha
todos os vestígios que realmente tinha feito tudo aquilo, tinha incendiado, lutado,
quebrado, destravado as portas, enfermeiros machucados.
Voltei para casa e tudo estava como tinha deixado a
última vez que tinha entrado nele e ate alguns pedacinhos de espelho e fiquei
na dúvida, onde estava meu espelho? Então deixei para perguntar meus pais
depois e deitei a minha cama e adormeci. Comecei a sonhar com o meu quarto e
Pedro acabava de chegar da escola e tinha recebido uma notícia de
transferência, quando olhou-se no
espelhou pegou um taco que estava ao chão de madeira e quebrou o espelho e meu
pai chegando desesperado e mandando-o descer.
Acordei neste
exato momento e sentir um vento bem de leve perto da minha orelha, então olhei
para traz e não tinha nada, parei de frente com a moldura do espelho e lembrei
que quando era criança tinha pavor de olhar no espelho que lembrava da minha
doença e das quimioterapias. Então poderia ser por isso que Pedro teria
quebrado o espelho, porém lembrei que na minha infância tinha escondido algo
atrás do espelho e tirei a moldura do lugar e achei uma caixinha com cinco
ursinhos pequenos e cada um tinha um nome escrito no pé Flayton, Marcos, João,
Carlos e Pedro e no canto da caixa tinha uma linda borboleta que estava com o
nome de Luis.









