sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mundo Paralelo 16.


Estava já começando a me alterar quem eram aqueles garotos e eles tinham morrido e por que a minha vida tinha virado um inferno o que estava acontecendo e enfim olhei para meus braços e estavam todos furados e os furos pareciam forma um borboleta. Então fiquei alterado e à ameacei e em seguida peguei uma seringa em cima da mesa direcionei ate o seu pescoço.
Florita estava com uma cara de assustada e disse que explicaria tudo, porém somente se ficasse calmo e escutasse sem qualquer forma de alteração. Então seguiria com a minha palavra e daria ouvidos a ela.
 - Então o que você lembra de sua infância?
- Pouquíssimas coisas, sempre tive memória fraca.
- Você tem todas as respostas que precisa, por isso nunca informei para você às respostas que sei.
- Então me dê às respostas ainda não achei as minhas. Tive sonhos estranhos com esses garotos e vivi uma vida com eles. E cadê eles e não minta sei que tem um quarto para cada um deles vi os nomes deles.
- Não vou mentir para você e também já passou da hora de saber a realidade. Enfim acho que minha missão está terminada. Você sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade ou seja dizendo você sofre de síndrome de múltipla personalidade.
Então era essa toda a resposta, nasci louco e sempre seria assim e minha vida sempre seria um caos? Meu mundo caiu e talvez isso explicasse tudo, que nunca tive infância por que fiquei toda minha vida dentro de um hospital psiquiátrico e tudo que recordava-me era criação da minha mente.
- Então tudo que lembro é criação da minha mente, nunca sair deste lugar!
- Errada sua afirmação! Você veio para cá aos seus doze anos depois de ter um trauma em sua infância, descobriu que tinha leucemia e teve que passar por inúmeras terapias em um hospital. Este hospital que às vezes tem memórias vagas na mente não é este, mas ohospital em que você passou pelas terapias do câncer e ao tentar voltar para sua vida normal notou como as pessoas tratavam-lhe diferente e seus amigos que distanciaram isto resultou em um estresse psicológico grave, então passou a criar personalidades para que fugisse desta realidade então veio uma identidade e tratamos e fizemos variadas experiências e depois vieram todas as outras. Então fomos acumulando estas identidades aqui dentro do hospital cada um com seu quarto, cada um com seus objetos, cada um com sua história pessoal, sua autoimagem e identidade distintas. Então Luis todos os outros garotos que viveram com você, é você mesmo! Meu último diagnóstico seria a hipnose, então quando pedi para Pedro vim ate minha sala o hipnotizei para que juntasse todas as personalidade e vivesse em um mundo onde teriam que lutar para continuarem vivas e salvar a vida de um garoto que mau conheciam e este garoto era você.
- Não isso não é verdade!
- algo que disse ate agora sai fora do contexto?
Meu silêncio naquele momento entregava tudo realmente recordava-me daquilo tudo que ela tinha falado, mas não conseguia lembrar a vida dos garotos e muito menos a minha. Meus olhos começaram a sair lágrimas e pior que não conseguia controlá-la. Então sair correndo da sala de Dra. Florita e sair correndo pela escada, escorreguei pelas escadas e sair rolando sentia como se estivesse caindo sobre espinhos e que pedaços descolavam-se do meu corpo, de repente tudo parou de balançar e sentia muita dor, escutava somente vozes e Florita dizendo que tudo ficaria bem e apaguei totalmente.
Nunca imaginei como seria quando eu morresse, mas engraçado, esperava bem menos. Estava tudo escuro e meus olhos mesmo fechados ainda lacrimejavam, fui quase um gato gastei cinco das minhas sete vidas e isso era hora de brincar? Mas precisa de um pouco de humor. Então me lembrava de tudo e de todas as mortes e também da minha infância, e as personalidades dos garotos que eram tão diferentes, cada um tinha uma forma de agir.
 Fui abrindo meus olhos de pouquinho e escutava passos e pessoas conversando e quando literalmente abrir os olhos deparei-me com meus pais olhando para mim com uma cara muito feliz e repetiam muito o meu nome, estava todo machucado, Dra. Florita chamou-me e disse que enfim o inferno tinha acabado e que era pra continuar descansando, então fechei os olhos e continuei escutando.
- Ele está com uma cara tão boa como se ele tivesse nascido de novo.
Neste momento meu coração pulou de alegria e pude ficar mais animado e realmente peguei ao sono estava muito dolorido ainda. Passei dias em cima da cama com os melhores cuidados, então tinha certeza que estava totalmente curado e que poderia voltar pra casa e continuar com minha normal.
Levantei-me da cama do quarto que estava sobre cuidados e fui caminhando ate meu dormitório para recolher minhas coisas e fui notando que as placas, o tapete e o hospital era muito parecidos com a base secreta que criei com minha mente e andando pelo percurso que que passei na base ainda tinha todos os vestígios que realmente tinha feito tudo aquilo, tinha incendiado, lutado, quebrado, destravado as portas, enfermeiros machucados.
Voltei para casa e tudo estava como tinha deixado a última vez que tinha entrado nele e ate alguns pedacinhos de espelho e fiquei na dúvida, onde estava meu espelho? Então deixei para perguntar meus pais depois e deitei a minha cama e adormeci. Comecei a sonhar com o meu quarto e Pedro acabava de chegar da escola e tinha recebido uma notícia de transferência,  quando olhou-se no espelhou pegou um taco que estava ao chão de madeira e quebrou o espelho e meu pai chegando desesperado e mandando-o descer.
 Acordei neste exato momento e sentir um vento bem de leve perto da minha orelha, então olhei para traz e não tinha nada, parei de frente com a moldura do espelho e lembrei que quando era criança tinha pavor de olhar no espelho que lembrava da minha doença e das quimioterapias. Então poderia ser por isso que Pedro teria quebrado o espelho, porém lembrei que na minha infância tinha escondido algo atrás do espelho e tirei a moldura do lugar e achei uma caixinha com cinco ursinhos pequenos e cada um tinha um nome escrito no pé Flayton, Marcos, João, Carlos e Pedro e no canto da caixa tinha uma linda borboleta que estava com o nome de Luis.

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