Enquanto estava na escuridão dos
meus pensamentos, sonhava com um campo cheio de flores com todos os rapazes de
Norton Houston e outro rapaz, aquele mesmo que eu vira duas vezes. Mas
infelizmente acordei e deparei-me com um quarto todo escuro e uma refeição ao
chão do meu quarto próximo à porta. Minha cabeça ainda rodava um pouco parecia
uma ressaca a necessidade de água era continua e já era quase meia noite,
quando repetiu aquele mesmo processo da noite passada e quando minha porta
destravou enfiei a cabeça no travesseiro e fechei bem os olhos e com o pouco
veio chegando o sono.
Na manha seguinte, acordei tarde
quase a hora do almoço, comi minha refeição e logo depois avisaram que hoje
teria a minha primeira consulta com a minha médica. Estava com medo dos
processos ou mesmo o que ela ia dizer. Mas antes de qualquer coisa tinha que
terminar uma coisa que comecei, teria que pedir desculpas a Flayton.
- Flayton desculpas por ter usado
você como refém, mas eu queria muito saber quem era dono do bilhete e sei que
vocês sabem e não querem me dizer.
- Ta tudo bem, fiquei com medo,
mas de alguma forma sabia que não faria aquilo comigo.
- Estou indo para a primeira
consulta com o médico.
- Boa sorte, Florita é uma ótima médica.
Continuei subindo ate a sala de
Florita, quando Flayton disse o nome da médica achei um nome muito diferente e
bonito. Chegando a sua sala sentei em uma cadeira de frente com a mesa de Dra.
Florita, primeiro fiz um milhão de perguntas e não recebi progresso nenhum.
- Vamos, deite ali naquele sofá e
vamos conversar e fazer uma brincadeira.
- ok, deitarei ali?
- sim, por favor.
Aquela caixinha com um ponteiro
começou a fazer devagar toc- toc-toc
e ir de um lado para o outro, minha visão foi ficando lenta, como se estivesse
começando a dormi e sentia que ainda estava acordado e por fim escutava somente
a voz da médica.
- você deve deixar seu coração
aberto e viaje em todas as suas memórias. Esqueça quem você é. Crie um mundo
somente seu e deixe todas as ilusões e desilusões de seu coração, e de todos os
mundos que você criará, lembre-se você
tem todo o poder sobre eles.
Neste momento todas as cenas,
passavam-se pela minha cabeça, meus pais, os espelhos quebrados, um hospital,
meus amigos, os rapazes, a borboleta e por fim a ultima vez que ouvi a voz de
Florita foi quando ela disse que, todos
nós temos todas as respostas de que precisamos.
- Não, chega de showzinhos neste
teatro, quero sair dar umas voltinhas.
Estava naquele teatro sentado
naquela cadeira com o teatro vazio somente com meus amigos sentados assistindo
aquele show. Florita nossa coordenadora, não nos dava missão a muito tempo,
então ficávamos na base secreta sem fazer nada para nos entreter ela pedia para
que fizéssemos uma apresentação pelo menos uma vez na semana. E hoje era meu
dia de fazer uma apresentação estavam simulando uma tortura, era muito ruim,
então pedi que parassem.
- Eu quero lutar, quero missão,
quero treinamento, isso daqui não vai me levar a lugar algum.
- Calma rapaz, isso vai te ajudar
a ter autocontrole quando estiver em uma missão.
Ser agente secreto não era tão
bom, ter uma vida limitada, a única coisa que ainda me fazia feliz naquele
lugar era ter meus amigos juntos de mim e poder realizar missões perigosíssimas
e poder salvar a vida de um amigo ou está em perigo e ser salvo. Entretanto era
o mais novo representante da base e falando assim em salvar vidas parece que já
salvei muitas, na verdade não, nunca participei de nenhuma atividade. Mas
estava ficando louco de tanta vontade de realizar uma missão.
O teatro era grande e os
dormitórios ficavam bem ao lado em um corredor, quartos eram grandes e
confortáveis, meus amigos Flayton, Marcos, Carlos e João, adoravam aquele lugar
com missão ou sem missão, mas todos tinham um sonho de uma vida sem limites. A
muito tempo não víamos um raio de sol sequer. Naquele mesmo dia a noite Florita
deixou um recado em nossos quartos que uma missão importante estava em vista.
Aquele recado deixou-me eufórico,
seria a minha primeira missão, mas isso me causou náuseas devido o fato que
estaria correndo perigo e que poderia morrer na minha primeira missão como
muitos. Não aguentava mais de tanta emoção, dormi e acordei quase a noite toda,
na manha seguinte mais um bilhete: Espero-te
no mesmo lugar de sempre, e não preciso me identificar você sabe quem sou, ou
melhor, você sabe quem somos.
Sabia muito bem onde deveria ir,
para sala de missão, lugar onde Florita passa as missões para os agentes.
Cheguei a sala e todos estavam sentados ao chão e Florita no topo de uma
escada, o que mais estranhava era que os garotos estavam sem sapatos.
- Você esta de sapatos, não ver
que está sujando todo o chão
- ah desculpe, quer que eu tire-o
Retirei o meu sapato e sentei junto aos garotos,
estava com minha atenção...

Nenhum comentário:
Postar um comentário