quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Caducar



Um segundo, dois, três,
Perdemos a conta, perdemos o tempo!
o tempo voo, lembramos o que fizemos?
Às vezes não, o tempo perdeu-se.
E o corpo ficou pesado.

Amargurado o coração se tornou, por não aventurar,
A alma entra em purificação.
E aos poucos voltamos os tempos de infância.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mundo Paralelo 16.


Estava já começando a me alterar quem eram aqueles garotos e eles tinham morrido e por que a minha vida tinha virado um inferno o que estava acontecendo e enfim olhei para meus braços e estavam todos furados e os furos pareciam forma um borboleta. Então fiquei alterado e à ameacei e em seguida peguei uma seringa em cima da mesa direcionei ate o seu pescoço.
Florita estava com uma cara de assustada e disse que explicaria tudo, porém somente se ficasse calmo e escutasse sem qualquer forma de alteração. Então seguiria com a minha palavra e daria ouvidos a ela.
 - Então o que você lembra de sua infância?
- Pouquíssimas coisas, sempre tive memória fraca.
- Você tem todas as respostas que precisa, por isso nunca informei para você às respostas que sei.
- Então me dê às respostas ainda não achei as minhas. Tive sonhos estranhos com esses garotos e vivi uma vida com eles. E cadê eles e não minta sei que tem um quarto para cada um deles vi os nomes deles.
- Não vou mentir para você e também já passou da hora de saber a realidade. Enfim acho que minha missão está terminada. Você sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade ou seja dizendo você sofre de síndrome de múltipla personalidade.
Então era essa toda a resposta, nasci louco e sempre seria assim e minha vida sempre seria um caos? Meu mundo caiu e talvez isso explicasse tudo, que nunca tive infância por que fiquei toda minha vida dentro de um hospital psiquiátrico e tudo que recordava-me era criação da minha mente.
- Então tudo que lembro é criação da minha mente, nunca sair deste lugar!
- Errada sua afirmação! Você veio para cá aos seus doze anos depois de ter um trauma em sua infância, descobriu que tinha leucemia e teve que passar por inúmeras terapias em um hospital. Este hospital que às vezes tem memórias vagas na mente não é este, mas ohospital em que você passou pelas terapias do câncer e ao tentar voltar para sua vida normal notou como as pessoas tratavam-lhe diferente e seus amigos que distanciaram isto resultou em um estresse psicológico grave, então passou a criar personalidades para que fugisse desta realidade então veio uma identidade e tratamos e fizemos variadas experiências e depois vieram todas as outras. Então fomos acumulando estas identidades aqui dentro do hospital cada um com seu quarto, cada um com seus objetos, cada um com sua história pessoal, sua autoimagem e identidade distintas. Então Luis todos os outros garotos que viveram com você, é você mesmo! Meu último diagnóstico seria a hipnose, então quando pedi para Pedro vim ate minha sala o hipnotizei para que juntasse todas as personalidade e vivesse em um mundo onde teriam que lutar para continuarem vivas e salvar a vida de um garoto que mau conheciam e este garoto era você.
- Não isso não é verdade!
- algo que disse ate agora sai fora do contexto?
Meu silêncio naquele momento entregava tudo realmente recordava-me daquilo tudo que ela tinha falado, mas não conseguia lembrar a vida dos garotos e muito menos a minha. Meus olhos começaram a sair lágrimas e pior que não conseguia controlá-la. Então sair correndo da sala de Dra. Florita e sair correndo pela escada, escorreguei pelas escadas e sair rolando sentia como se estivesse caindo sobre espinhos e que pedaços descolavam-se do meu corpo, de repente tudo parou de balançar e sentia muita dor, escutava somente vozes e Florita dizendo que tudo ficaria bem e apaguei totalmente.
Nunca imaginei como seria quando eu morresse, mas engraçado, esperava bem menos. Estava tudo escuro e meus olhos mesmo fechados ainda lacrimejavam, fui quase um gato gastei cinco das minhas sete vidas e isso era hora de brincar? Mas precisa de um pouco de humor. Então me lembrava de tudo e de todas as mortes e também da minha infância, e as personalidades dos garotos que eram tão diferentes, cada um tinha uma forma de agir.
 Fui abrindo meus olhos de pouquinho e escutava passos e pessoas conversando e quando literalmente abrir os olhos deparei-me com meus pais olhando para mim com uma cara muito feliz e repetiam muito o meu nome, estava todo machucado, Dra. Florita chamou-me e disse que enfim o inferno tinha acabado e que era pra continuar descansando, então fechei os olhos e continuei escutando.
- Ele está com uma cara tão boa como se ele tivesse nascido de novo.
Neste momento meu coração pulou de alegria e pude ficar mais animado e realmente peguei ao sono estava muito dolorido ainda. Passei dias em cima da cama com os melhores cuidados, então tinha certeza que estava totalmente curado e que poderia voltar pra casa e continuar com minha normal.
Levantei-me da cama do quarto que estava sobre cuidados e fui caminhando ate meu dormitório para recolher minhas coisas e fui notando que as placas, o tapete e o hospital era muito parecidos com a base secreta que criei com minha mente e andando pelo percurso que que passei na base ainda tinha todos os vestígios que realmente tinha feito tudo aquilo, tinha incendiado, lutado, quebrado, destravado as portas, enfermeiros machucados.
Voltei para casa e tudo estava como tinha deixado a última vez que tinha entrado nele e ate alguns pedacinhos de espelho e fiquei na dúvida, onde estava meu espelho? Então deixei para perguntar meus pais depois e deitei a minha cama e adormeci. Comecei a sonhar com o meu quarto e Pedro acabava de chegar da escola e tinha recebido uma notícia de transferência,  quando olhou-se no espelhou pegou um taco que estava ao chão de madeira e quebrou o espelho e meu pai chegando desesperado e mandando-o descer.
 Acordei neste exato momento e sentir um vento bem de leve perto da minha orelha, então olhei para traz e não tinha nada, parei de frente com a moldura do espelho e lembrei que quando era criança tinha pavor de olhar no espelho que lembrava da minha doença e das quimioterapias. Então poderia ser por isso que Pedro teria quebrado o espelho, porém lembrei que na minha infância tinha escondido algo atrás do espelho e tirei a moldura do lugar e achei uma caixinha com cinco ursinhos pequenos e cada um tinha um nome escrito no pé Flayton, Marcos, João, Carlos e Pedro e no canto da caixa tinha uma linda borboleta que estava com o nome de Luis.

Mundo paralelo 15.


Realmente estava muito cansado e como tinha parado na sala de Florita e por que estava tão cansado. Agora lembrava-me de meus pais e meus amigos da escola e como todos mudaram comigo quando eu fui para o hospital e como todos olhavam para mim com cara de dó. Sempre fui muito observador e conseguia ver isso no rosto de cada um deles.
Então no caminho para o quarto que eles iriam me acomodar passei observando tudo que estava a minha volta, então não pude deixar de perceber algumas coisas estranhas como uma escada perto de uma porta e perto desta porta tinha uma faca ao chão suja de sangue e rapazes da segurança desciam da escada, então lembrei na hora daquele lugar estranho que tinha uma escada muito parecida com aquela onde Marcos morreu e ao chão tinha umas manchinhas vermelhas.
E em frente continuamos andamos e estava o pátio e o engraçado é que o pátio era muito parecido com o teatro onde costumávamos ensaiar ou mesmo descontrair ou mesmo conseguir autocontrole. A diferença que naquele pátio tinha uma televisão e no teatro não tinha. Mas enfim aquele hospital era muito parecido com o lugar onde estava com os garotos.
No caminho tinha uma porta fechada e meio quebrada a parede de frente com a porta tinha uma mancha enorme preta parecia que tinham queimado a parede e o chão então no momento lembrei-me de João que sacrificou sua vida para matar uma ave e aquele mancha ate parecia com o que ela tinha deixado quando jorrou fogo no chão e na parede. Então quer dizer que tudo aquilo tinha acontecido mesmo?
Não tinha certeza, mas não queria acreditar e ficava confuso por que estava acontecendo aquilo comigo. Então ao chegar ao corredor dos quartos passei olhando as placas que tinha em cada quadro e estavam meio apagadas e tinham nomes escritos de giz e não deu tempo de parar e ler, mas ainda tinha bastante tempo depois que descansasse. Os rapazes eram bem atenciosos me deixaram no quarto e saíram. Então peguei uma folha que tinha deixado embaixo do abajur e tinha minha inicial no topo da folha “L” e abrir a gaveta minha foto ainda estava lá e junto com minha foto tinha um isqueiro.
Então tinha quase certeza que tudo que achava ter sonhado realmente tinha acontecido, porém estava muito cansado e decidir arrumar minha cama e deitar. Logo em seguida deitei e descansei. As oito horas da noite levantei-me a baba tinha escorrido pelo meu rosto e estava nojento, fui ao banheiro escovei os meus dentes e peguei uma roupa no guarda roupa.
Sair do meu quarto limpo cheiroso e sem baba, então seguir pelo corredor e cheguei ate ao tapete o movi e também tinha uma porta desci as escadas, tinha muitas facas ao chão e também manchinhas de vermelho concluir que fosse sangue e que seria de Carlos. Então a porta ao lado estava aberta segui mais e vi uma sala onde tinha uma cadeira.
Depois daquela cadeira naquela sala não via mais nada em minha frente somente um corredor imenso, continuei andando e cheguei até um portão com grade e abrir passado mais a frente vi um monte de seringas ao chão e duas seringas estavam com as agulhas sujas de sangue. Segui mais e quase sair pelo lado de fora do Hospital e quando passei por uma parede pude ler o nome do Hospital: Hospital Psiquiátrico Norton Houston.
Então não aguentei entrei correndo de novo e passei por todo aquele corredor, não pude deixar de perceber que tinha uma sala toda queimada e naquele momento parei e cheguei à porta daquela sala parecia que tinha algodão ou como em meu sonho estofado e olhei para o teto e pingava água. Então naquele momento comecei a ficar com medo e sair correndo para meu quarto.
Chegando ao corredor que daria ao meu quarto parei para poder ler os nomes que estavam em todas as salas e eram Flayton, João, Carlos, Marcos e na minha sala tinha o meu nome meio apagado e o nome de Pedro por cima do meu.  Já era quase meia noite e não tinha mais ninguém no Hospital, então decidir me repousar. Mas no outro dia iria tirar toda aquela historia a limpo.
Acordei ótimo e muito bem disposto, tive sonhos maravilhosos e a noite parecia ter durado uma eternidade há muito tempo não sabia o que era dormi bem daquela forma. Então fiz toda minha higiene e sair de meu quarto mexendo em minha foto que estava na minha gaveta e logo sair do meu quarto e seguir ate a sala de Florita.
- Bom dia Florita, tenho muitas perguntas? Quem são Flayton, Marcos, João, Carlos e finalmente Pedro?
- Calma Luis vou explicar tudo para você, mas na hora certa.
- Esta é a hora certa!
Estava já começando a me alterar quem eram aqueles garotos e eles tinham morrido e por que a minha vida tinha virado um inferno o que estava acontecendo e enfim olhei para meus braços e estavam todos furados e os furos pareciam forma um borboleta...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mundo paralelo 14.




Então já sabia qual era a última coisa a fazer para continuar minha missão e salvar a vida do garoto, jamais pensaria nisto enfim não tinha alternativa somente um daquela história deveria sair vivo e sabia que já tinha vivido no mundo lá fora e que aquele garoto nunca tinha visto um sol, um céu maravilhoso, ou mesmo, ter brincado com outras crianças resumindo ele nunca tinha vivido nada e ele tinha toda uma vida pela frente e eu não.
Então a quinta coisa da qual teríamos que usar para poder continuar e vencer era passar por cima de um dos maiores valores, dar a minha vida por alguém, ou seja, daria minha vida para um garoto ser feliz e conseguir ter pelo menos uma vida adulta saudável por que a infância foi realmente podre.
Estava observando o que estava em minha volta, o garoto estava concentrado olhando para o céu e admirava tudo, olhei para ele e para aquela linda borboleta tatuada em seu braço. Então decidir o que iria fazer entreguei ele a chave e ele me olhou com cara que não iria sem mim.
- Não vou sem você não terá, dar para irmos juntos.
- Não, se você ficar corre o risco de morrer. E eu já vivi tudo que tinha pra viver e você ate hoje não viveu nada. Vá e descubra quantas coisas bonitas tem no mundo e quantas cores maravilhosas têm na natureza, a não ser aquele lugar branco e mórbido que você viveu ate o dia de hoje.
Mandei pegar a chave e esperar um pouquinho ate que eu distraísse os capatazes e nunca tive tanta certeza do que tinha que fazer, não sabia o que fariam comigo se matariam ou se eles me queriam vivo.  Mas subir em cima da parede que escondíamos e gritei para eles. Naquele momento pulei ao chão e fui em direção a eles e começamos a lutar. Dei uma olhada para traz e o garoto estava em frente ao portão e deu uma olhada para mim com os olhos cheios de lágrimas, então virei o rosto para ele tirei uma faca da minha perna e finquei no peito de um dos capatazes.
As vezes temos que abrir mãos de algumas coisas para poder fazer o certo, pois a vida é complicada, porém nós temos todas as respostas que precisamos e realmente só temos que saber a hora de usá-la e acreditar que é a resposta certa. Recebi uma pancada na cabeça e cair ao chão, meus ouvidos pareciam que estava com um algodão o som entrava abafado e escutava um toc-toc-toc e depois meus olhos foram fechando devagar e não pude mais captar nada, não tinha mais nenhum sentido e toda a minha vida, todas as mortes passavam literalmente pela minha memória e sentir que estava morrendo aos poucos e mergulhei em uma escuridão permanente.
- Luis? Está tudo bem?
- oi? Minha cabeça esta doendo muito.
Escutava quase parando aquele barulho toc-toc e parou literalmente minha visão estava meio embaçada e aquela moça quem era ela e onde estava?  Mas logo percebi que parecia um consultório e me lembrava de bastante coisa Flayton, Marcos, João, Carlos e Pedro. Tudo estava passando pela minha cabeça, tudo que tinha passado com eles e aquele lugar, na minha infância e com certeza aquela era Florita minha médica.
Olhei para meus braços estava todos roxos parecia que tinha apanhado de alguém, e os meus braços todos furados e com pintas que marcavam muitas injeção que tinha tomado e minhas veias estavam altas, quando não estava estouradas, então meu pesadelo tinha acabado? Realmente agora seria somente eu e minha vida normal de sempre em cripta?
- Luis?
- sim Dr. Florita?
- Esta se sentindo bem vou pedir para os enfermeiros levar você ate um quarto onde poderá ser diagnosticado e poderá descansar.
- Muito obrigado Dr. Florita
Realmente estava muito cansado e como tinha parado na sala de Florita e por que estava tão cansado. Agora lembrava-me de meus pais e meus amigos da escola e como todos mudaram comigo quando eu fui para o hospital e como todos olhavam para mim com cara de dó. Sempre fui muito observador e conseguia ver isso no rosto de cada um deles.
Então no caminho para o quarto que eles iriam me acomodar passei observando tudo que estava a minha volta, então não pude deixar de perceber algumas coisas estranhas...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mundo paralelo 13.



Devido ao alarme estar calibrado deveríamos mesmo causar um incêndio e a pergunta agora seria como causar um incêndio para disparar o alarme? Enfim o garoto abriu a boca e disse sobre experiências que tinha tido dentro da base.
- fiquei nesta sala por alguns dias sem comida e sem água com um colete estranho em volta de mim como se fosse sair de dentro de um quarto deste e lá dentro é tudo de estofado e fechado pegaria fogo fácil.
- Excelente ideia garoto.
Então com a ideia do garoto minha imaginação fluiu e andando mais um pouco para traz achei na beira da parede um rodo e uns vidros de alvejante e álcool que era realmente minha salvação naquele momento minha felicidade era tremenda, agora só faltava a comida, exagerei um pouco nos meus pensamentos.
Peguei o vidro de álcool e joguei um pouco sobre o pano e ascendi o isqueiro, dando uma chama grande joguei dentro daquele quarto e não demorou muito ate começar a sair muita fumaça e para garantir joguei o restante do vidro lá dentro. E não demorou muito e o fogo já saia pela porta daquela quarto.
O nosso plano funcionou começou a jorrar água do teto e todas as portas abriram, naquele momento estava com uma expressão muito feliz e Luis estava pulando de felicidade embaixo da água. Mas disse a ele para continuarmos, pois tínhamos abertos todas às portas que tínhamos travado a traz. Então abrimos o portão e continuamos andando tínhamos ainda a chave grande que abriu a primeira porta onde achamos o Luis.
Então saímos correndo para chegarmos rápido e tinha vários caras de brancos atrás de nós e decidimos continuar e logo entramos numa sala com um cheiro horrível, olhamos de novo e o cheiro era devido as pessoas mortas e ali tinha acessórios, roupas e outras coisas que nossos amigos estava usando antes de morrer. Então logo pensamos que ali era o lugar onde estava os corpos deles e não conseguir continuar naquele lugar e sair puxando Luis.
Chegamos ao final e tinha muitos capatazes lá fora e não teria como sair pelo portão sem que ninguém percebesse e não tínhamos mais nada para podermos continuar ou mesmo armas para podermos atacar. Então pensei que teria uma ultima coisa para completar tudo do nosso plano para poder vencer, porém não conseguia pensar o que poderia ser.
Seguimos com o coração na mão e escondemos atrás de uma pilastra e ficamos olhando e como faríamos para sair dali, então pensei que quinta coisa era essa? Então enquanto o garoto olhava para os caras fiquei reparando ele. Tinha o cabelo meio escuro em cima e claro embaixo e era claro, bonito com olhos marcantes e ao levantar ao braço para contar o numero de homens não pude deixar de reparar uma borboleta no braço dele, era muito linda, porém lembrei-me dos capatazes que tinha sequestrado o garoto.
- Quem é você garoto?
- Sou o Luis.
- Não se faça de bobo, está escondendo alguma coisa de mim e exijo que me conte e esta borboleta em seu braço?
- a minha mãe fez em mim quando era bem criança.
- E quem era sua Mãe?
- Eu não sei, só ouvir falar dela desde de criança eu fui criado aqui dentro, em um laboratório e passei por vários testes olha como as minhas veias estão todas furadas, olha os pontos pretos que ficaram nos meus braços de tanto que me furaram com agulhas grandes. Meu cabelo é claro ao lado aqui não é? Isto é devido aos milhões de choques e experiências que fizeram-me passar e não percebeu que tenho um pouco de característica de cada um de vocês?
Naquele momento pensei que era realmente este garoto, ele era uma experiência de Florita que saiu do controle? A ideia era criar um grande espião? Mas por que matar todos os seus agentes e quem era aqueles capatazes, com certeza eram os que nunca sofreram nenhuma experiência.
Então já sabia qual era a última coisa a fazer para continuar minha missão 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mundo paralelo 12



Então descemos as escadas da sala de câmeras e seguimos pelo corredor ate chegarmos ao tapete e  o levantamos e abrimos a porta que dava na parte de baixo. Descemos as escadas e demos de cara com a porta branca com o vidro muito forte e meio embaçado e não dava para ver nada. Destrancamos a porta e deparamos com uma sala fazia e com uma passagem subterrânea e logo a frente estava a porta da sala onde o garoto encontrava-se, destravamos a porta e pegamos o garoto ele tinha mais ou menos nossa idade e estava em pânico.
- Então qual é o seu nome?
- é Luis
- ok, Luis temos que sair deste lugar agora e você vem conosco.
Então melhor, realmente era o garoto que procurávamos e junto com o garoto seguimos mais um pouco e achamos uma espada. Mas por que o garoto era tão importante? E ao lado da sala tínhamos uma espada que um dos capatazes de Florita usava. Continuamos andando pela sala e entramos em um corredor que tinha três caras vestido de Branco, a roupa era impecável e as vista doía de tão branco.  
Flayton que portava a espada e já que o garoto era tão importante tirou-o de perto de mim e passou a espada em seu pescoço e disse ao garoto para confiar nele, então  assustei com a ideia de Flayton, mas era melhor pois assim não correríamos mais tanto risco.
- vamos saem fiquem quietos e abrem a porta, se não o mato.
Os caras abriram o portão e ficaram no canto, e Flayton ainda estava com a espada no pescoço de Luis que estava muito assustado com a situação e os garotos jogaram as chaves pelo lado de fora do portão assim garantimos que eles não viriam ate nós ou seguraria eles tempo o bastante para podermos escapar.
Mas não Demorou muito pois pelo portão eles deram três tiros depois que Flayton largou Luis e um dos tiros acertou a cabeça de Flayton da nossa turma, só restava um sobrevivente, eu, nem pude parar e dar assistência ao meu amigo. Pois eles ainda atiravam e tinha que salvar a vida daquele garoto e a minha, deu um aperto ao meu coração em deixa-lo para traz, sem mesmo saber se ele ainda estava vivo.
Aquele tiro tinha sido certeiro e não teria como Flayton ainda estar vivo então quando conseguimos desviar de todos os caras, comecei a indagar o garoto. Quem era ele? E por que ele era tão importante? E o que ele tinha feito? Mas o máximo dele foi, meu nome é Luis, e quero liberdade.
Pensava que eu seria o único naquele momento que queria liberdade, mas pelo visto alguém também estava cansado de ficar preso. Mas queria ter respostas pois meus amigos tinham morrido sem saber por que e por quem? E estava ali com aquele garoto desconhecido.
No entanto estava quase acabando deveria seguir com o plano para vermos qual seria o propósito pelo qual perdi as únicas pessoas que eu tinha e como seria a minha vida lá fora. Porém por mais que conseguisse sair daquele lugar, as lembranças ruins e também as boas nunca sairiam de mim. Flayton,  Carlos, Marcos e João sempre estaríamos em algum lugar dentro de mim.
Continuamos caminhando e chegamos a mais um portão que tinha uma trava automática então tínhamos chegado ao fim, não teria como continuar, pois todas as portas estavam trancadas e não tínhamos pensado que isto poderia acontecer e como faríamos para poder continuar estávamos presos. Comecei a ficar muito impaciente andando para lá e para cá e o garoto também não ajudava.
Tínhamos pouco para continuar um isqueiro que não ajudaria uma e a espada que não daria para cortar as grades e uma chave que não daria para abrir o portão, pois não havia fechadura. Naquele corredor só havia uma porta que estava aberta, e toda a sala era feita de estofados, parecia uma estufa, capsula e sei lá que nome daria para aquilo. Aquilo tudo tinha uma única explicação a missão tinha acabado.
Um tempo mais tarde estávamos com sede, com fome e cansados e, entretanto muitos pensamentos lutavam dentro de mim para continuar acordado. Então sentado junto com o Luis ao chão sentir uma gota caindo em cima de mim e para meu dia ficar melhor só faltava isto. Então me senti incomodado e levantei para ver melhor o que era aquilo, então percebi que era contra incêndio, aquilo era perfeito quando entrei na base me disseram que no caso de incêndio todas as portas se abrirão.
Então essa era a resposta da qual precisávamos e o fogo nos tínhamos, faltava algo que fosse causar um fogo tremendo para causar um incêndio ou talvez nem precisasse. Enfim pegamos um pano que estava encostado na beirada da parede e tiramos um pedaço tentando chegar perto daquele pino para disparar o alarme, mas o plano não deu certo o alarme não disparou logo o alarme estava muito bem calibrado.
Devido ao alarme estar calibrado deveríamos mesmo causar um incêndio e... 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mundo paralelo 11.


Então Carlos errou a faca e ficou com as mãos no pescoço do cara e tirou uma faca de sua blusa e atacou em seu peito, neste momento Flayton para ajudar começou a atirar acertou dois tiros nas pernas do homem, mas errou dois tiros que pegaram nas costas de Carlos e em sua nuca. Sentir o chão tremer muito quando o homem caiu e o meu coração gritou mais quando vi o Carlos cair no chão tentamos acorda-lo e fazê-lo reagir, mas nossa estratégia não deu certo.
Já tínhamos passado por tanta morte e convivido com tanto sangue que estávamos acostumados com tudo que viesse. Mas Flayton não estava acostumado em matar um amigo, quase irmãos, fiquei em silêncio e deixei sozinho enquanto fui ao armário pegar a chave maior. Agora tínhamos três coisas, poderíamos colocar o plano em ação. Entretanto seriamos dois contra um exército e pelo menos teríamos uns aos outros para poder colocar o plano em ação.
Em meio a tanto caos, a única coisa que amava era a noite, pois ela era silenciosa e calma como se estivéssemos ao céu. Porém esta noite chegou ao meu quartos sons de soluços vindo do meu quarto. Então sair ao corredor e passei pelo dormitório de Flayton.
Não segurei entrei e ele estava próximo a pia sentado chorando muito, parecia uma criança, por que pequeno ele já era, então ele chorava muito de soluçar, e parecia brigar internamente com as lembranças que abrigavam sua cabeça.
Sentei ao seu lado e não disse nada por que ele, não precisava escutar nada seu interior já cuidava disso somente precisa de uma presença amiga ao seu lado. Mas ao me ver parecia doer mais e devia estar culpando-se muito, pois nem o tempo apagaria aquela lembrança e nem sempre o tempo era a borracha da vida.
- calma, não foi culpa sua, não deixe de lutar e ser quem você é afinal você não teve a intenção.
Olhou pra mim e não disse nada, então me levantei e sair devagar queria ficar e lhe dar um abraço e conversar com ele sobre o assunto, mas como Florita tinha falado todos temos as respostas que precisamos. Então deixei que ele descobrisse as dele, então voltei ao meu quarto e fiquei pensando como os meus amigos estavam morrendo e que eles não mereciam aquilo, pois eles eram pessoas ótimas e faziam parte da minha vida como nenhuma outra pessoa havia feito.  
Acordei na manha seguinte muito empolgado, pois seria o dia que teríamos que sentar e ver as coisas que tínhamos para execução do plano e queria me ver longe daquele lugar logo. Flayton estava com uma cara melhor, mais decidida vamos dizer, então sentamos e fomos decidir o que seria feito. Juntamos as nossas coisas que eram onde ficavam as câmeras, um isqueiro e uma chave que era de uma porta no andar abaixo.
Aquela porta levaria onde? O que tinha ali, mas isso iriamos descobrir depois agora estávamos correndo para descobrirmos todo o resto. Então subimos para a sala de câmera para analisar todos os caminhos e onde tinham pessoas e ou se o prédio estava vazio ou mesmo descobrir se tudo estava grampeado. Saímos do nosso dormitórios passamos a grade e subimos as escadas que davam ate a sala onde ficavam as câmeras, não estava gostando de ir ate aquela parte, pois me lembrava o Marcos, mesmo assim prosseguimos e subimos.
Havia um telão e varias telas pequenas, pois selecionávamos com o botão qual sala queríamos ver e para não perder tempo selecionamos para ver todas as salas do prédio. Não tinha ninguém, porém estranhamos tudo que víamos, então decidir seguir um fio preto e laranja que seguia ate no ultima tela e avistei que o fio estava conectado a três caixinhas que formavam um círculo e engraçado.
Engraçado para que servia aquelas caixinhas, então eles estão pegando os dados reais e trocando por dados falsos para fazer com que Flayton e Eu caíssemos em suas armadilhas. Logo cortei aquilo e emendei os fios, em seguida a tele funcionou mostrando imagens diferentes. O prédio estava um pouco cheio, na região norte e na porta pelo lado de fora também. A região norte não seria problema não iriamos ate aquela parte, mas corria o perigo deles migrarem ate nós e então colocaríamos alguma coisa para prendê-los  na área norte.
No portão de fora seria a maior dificuldade, mas depois pensaríamos nisso, afinal o problema seria quem era o garoto e onde ele estava. Vasculhamos todas as salas e nada do garoto, então desistimos e fomos analisar o que havia atrás da porta que tínhamos a chave e seguindo nas câmeras avistamos o garoto e estava com um capuz na cabeça. Não sabíamos se realmente era o garoto, mas era a única pista que tínhamos sobre o seu paradeiro,  então seguiríamos adiante.
Então descemos as escadas da sala de câmeras e seguimos pelo corredor ate chegarmos ao tapete  o levantamos e... 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mundo Paralelo 10.



Mas quando cheguei ao meu dormitório, dei-me de cara com todos os garotos chorando, como se fossem duas crianças apavoradas e se abraçando, então não disse mais nada e se eles quisessem desistir naquele momento estava pronto para poder aceitar a opinião deles mesmo assim não era por que era fraco, mas não queria ver mais ninguém morto.
- Chega não quero mais continuar com isso, não quero ver mais ninguém morto não quero ver mais meus amigos sofrerem.
- Pedro já estamos mortos desde quando entramos para esta base nunca percebeu? Não adianta mais desistir agora, Já é muito tarde para isso. Vamos continuar por que morreremos do mesmo jeito.
Depois das palavras de Flayton, realmente estava morto há tanto tempo que nem lembrava mais quem eram meus pais e como tinha chegado à base e por qual motivo fui parar ali? Então parei para pensar na minha vida, mas aquele não era o momento certo, pois  corríamos contra o tempo para poder viver. Tínhamos o fogo, as câmeras, a próxima pista seria a chave. Mas não era hora pra pensar na próxima missão, estava querendo descansar deitar em minha cama e refletir sobre todas as coisas que aconteceram nos dias que tinham passado e confesso que estava com medos dos sonhos que poderia ter.
Acordei com um barulho e estava deitado sobre meu braço, estava com a boca aberta em cima do meu braço então quando levantei meu braço estava todo babado, isto era sinal que realmente estava muito cansado. Mas parecia que tinha dormido dias e no meu terceiro dia naquele lugar estava me fazendo ficar muito cansado, aquela noite bem dormida foi perfeita, enfim foi somente uma noite às coisas começariam a ficar piores.
Durante a minha vida não tinha feito quase nada, então não tinha a temer, pois se morresse naquele momento não faria diferença e que pensamento é esse? Estou errado, se morresse agora não faria sentido tudo que tinha passado pela minha liberdade e não poderia fazer tudo que deixei de fazer.
Enfim a tarde o sossego acabou, pois escutamos barulhos no corredor e estávamos os três em nossos dormitórios, quando saímos no corredor o chão tremia muito e o nosso próximo passo seria a chave então corremos pelo corredor e o tapete estava movido e uma escada descia para um local que não conhecíamos.
Havia um homem forte alto com duas facas em suas mãos e em sua roupa um pouco rasgada, tinha muitas facas em sua blusa e calça. Então quando menos esperávamos sentir  aquela faca passar do lado do meu rosto. Então ficamos sem saber por que o ataque o que ele protegia, entretanto não demorou tanto para descobrir, atrás dele tinha armários com muitas chaves e tinha uma chave em especial que abriria uma porta que ficava do lado das escadas e a fechadura da porta era grande demais então a chave que tínhamos que pegar era a maior que tivesse naquele armário.
Flayton desviou de duas facas e foi andando com uma arma minúscula, mas que tinha um grande potencial, o homem era esperto puxou um escudo o protegendo das balas que iam em sua direção. Então Carlos correu pelos cantos, deu um lindo salto escorando no escudo pegou uma faca e o acertou pelas costas. Ele rugiu como um leão e em seguida pegou Carlos e o atirou ao chão como se ele fosse um brinquedo velho.
Nervoso com ocorrido antes mesmo de o homem ataca-lo novamente ele pegou uma corda que estava atrás do homem e puxou neste momento ele caiu e Flayton chegou atirando, mas não acertou nenhum dos tiros sua mira não estava não boa naquele dia. Então o homem levantou e chutou Carlos que ainda estava ao chão. Estava em pânico que não conseguia mover nem um dedo, Então decidir lutar contra meu pânico e peguei as facas que ele já tinha arremessado em nós e mandei contra ele acertei uma em seu ombro.
Entretanto quando acertou, ele assustou por que não estava fazendo nada para ajudar e do nada mandei aquela faca. Desde então ele começou a me atacar também então percebi que se não atacássemos, ele também não atacaria, então gritei o pessoal e pedi para que eles parassem de atacar naquele momento. Então ele parou como tinha pensado e não demorou muito ate mandar mais facas em nossa direção, infelizmente estava errado, então Carlos saltou com uma faca para dar um golpe em sua cabeça.
               Então Carlos errou a faca e ficou com as mãos no pescoço do cara e tirou uma faca de sua blusa e atacou em seu peito, neste momento Flayton para ajudar começou a atirar acertou dois tiros nas pernas do homem, mas errou dois tiros...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Mundo surreal 9.


Desta vez não nos dividimos pegamos as armas que tinhas conseguido pegar dos nossos adversários e usaríamos contra eles mesmos. Seguimos em direção à sala do capataz, não sabíamos o que iria encontrar. Então fomos preparados com facas, superarmas tudo que tínhamos para usar e a nossa estratégia seria pegar as armas que pudermos resgatar dos nossos adversários.
Entramos em nossos dormitórios e abrimos nossos guarda-roupas, tínhamos roupas impecáveis, e eram preparadas para qualquer missão, seja ela em água, fogo ou terra. Entretanto tinha em mente que enfrentaríamos muito fogo, então pegamos uma roupa mais resistente a fogo e umas botas emborrachadas ótimas.
- Então vamos pessoal, lembrem-se a guerra é só no nosso ambiente, o nosso interior tem que está em paz.
Seguimos em direção a grade que ficava perto da sala de câmeras, e logo a frente no corredor ficava a sala do capataz. Então fomos andando juntos em direção a nossa missão e de longe tudo estava muito calmo, mas a nossa atenção estava redobrada.  Esperávamos barulhos,  tiros, conversas pelo menos.
Abrimos a porta da sala e deparamos com criatura estranha em cima da mesa e o que esperávamos estava em cima da mesa uma ave e tinha asas em chamas em formato de asas de borboleta, confesso era lindo, então o plano era entrar silenciosamente e pegar o isqueiro na gaveta sem que a criatura acordasse, seria possível? Não, com dois passos a criatura acordou e neste momento todos nós saímos correndo para fora com chamas atrás deixando o chão e a parede de frente com a porta pretas então nos espalhamos.
Enquanto ela vinha atrás de mim os garotos correram e pegaram o isqueiro na gaveta, ele era lindo, tinha bordas de ouro nas laterais e parecia uma caixinha, levantaram a tampinha de proteção e ascenderam o isqueiro. Uma missão estava quase pronta correram e foram esconder o isqueiro no meu dormitório dentro da minha gaveta, mas ainda tinha um problema a ave ainda estava atrás de mim, e soltava chamas e os criminosos começaram a aparecer por toda parte e o lugar começou a virar um caos.
Os garotos deram uns tiros por onde eles estavam e saíram em minha direção para poder conseguir chegar a tempo de salvar minha vida. Decidir para e encarar aquela fera, mas qualquer lugar que encostasse queimaria, e fogo não era meu maior pesadelo, mas também não queria me ferir afinal teria algumas missões pela frente.  De repente os garotos gritaram atrás da criatura entretendo-a foi o momento que pude me esconder, e quando olhei de novo ela estava indo em direção aos garotos.
Dei a volta e encontrei com os garotos que estavam aflitos demais pois não sabiam mais o que fazer, mas não durou muito este momento de aflição e João disse que tinha uma ideia, então confiamos nele e deixamos seguir com seu plano era entreter a criatura para que assim todos nós pudéssemos nos salvar. Então quando João deu dois passos ele disse correm o máximo que puder, então olhei para mão dele, e portava uma granada em sua mão.
Ele jogaria uma granada naquele ave? Esse era o plano impecável, não iria dar muito certo, então analisei a expressão corram o máximo que puder, e ele? Onde estava pensando em ficar quando jogasse a granada, então entendi que ele não seguiria conosco e que perdíamos mais um de nós.  Corri o máximo que deu e cheguei a porta o gritei mais ele não se virava de forma alguma e quando se virou me olhou fixamente e sentir a ave chegando perto então não tive outra opção sair correndo antes que a ave me pegasse.
A ave seguiu seu instinto e entrou na sala para ataca-lo, mas ela se enganou, pois a caça virou o caçador. Então escutei a porta fechando e de repente corri o máximo que poderia correr e um estrondo e uma destruição profunda veio da direção da sala onde o isqueiro estava. Então lagrimas corriam pelo meu rosto, pois a coragem de João foi tremenda,  a ponto de dar sua vida para salvar seus amigos. Este sim poderia chama-lo de amigo e não saberia como seria parar falar ao garotos.
Mas quando cheguei ao meu dormitório... 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mundo Paralelo 8.


                Na manha seguinte mau tomamos nosso café e saímos direto para sala de missão e sabíamos que o dia então seria maravilhoso, cheio de missões. Florita estava com uma cara de preocupação, posso dizer que muito aflita e os [...] meninos também percebera, sentíamos que os planos tinham mudados e que e vinha noticias ruins. E Florita contou-nos o que estava acontecendo. 
                - Então pessoal precisarei que vocês deem seu melhor para poder vencer essa missão, neste momento estamos todos correndo perigo. Pois os nossos inimigos estão dentro da base e o garoto está escondido aqui também. Precisam acha-lo e descobrirem como vão sair daqui com o garoto. Suas armas estão entregue então vamos lá.
                Quando olhei de novo onde estava Florita? E como sairíamos de uma base protegida? E como acharíamos este garoto? Naquele momento, tive uma série de conflitos internos e o medo queria pular pela minha boca. E o coração batia aceleradamente como não tivesse mais solução. Então teríamos que manter o controle, para pensar em como achar o garoto para poder escapar e Carlos interferiu meus pensamentos com seus comentários.
                - Não vamos conseguir e como sairemos deste lugar, todos que tentaram acabaram mortos.
                - calma Carlos,  tenho um plano e vai dar certo.
                - Que Plano?
                - Quando era mais novo costumava brincar de pistas e vamos fazer isso.
                - isso é hora de brincar?
- Estou falando serio é a nossa hora, é assim, vamos juntar as pistas ate chegar ao nosso alvo, precisamos de 5 coisas sala de câmeras, fogo, chave, e uma espada. Tudo isso tem aqui dentro da base. Só temos que achar tudo e ligar todas as coisas que vamos chegar ao garoto e conseguir sair daqui. Confiam em mim?
- sim confiamos.
- então vamos colocar em ação.
                Ainda faltava uma coisa para poder fechar o pacote da missão, mas não lembrava o que seria e era uma coisa que poderia faltar. Então seguiríamos com a missão a primeira coisa é achar onde ficava a sala de câmeras. E sabíamos que cada passo e cada palavra dita estavam sendo monitorados pelos criminosos e assim eles iriam dificultar as pistas para podermos chegar ao fim.
                Pensamos em começar por um corredor onde todos os capatazes de Florita costumavam entrar ficava próximo ao teatro e ao lado ficava os dormitórios. Enfim já tínhamos por onde começar. Chegando ao nosso rumo, já no início do corredor, na ponta tinha muitos soltados e estavam com mascaras e foram se dividindo e simulavam uma guerra. Mas pensando bem do jeito que estavam realmente aquilo  era uma guerra, pegamos as nossas armas e começamos a guerra. 
                Ouvia-se tiro por todos os lados então dividimos por corredor e começamos a matança. Eles eram excelentes atiradores, entretanto tínhamos uma equipe sensacional, um chefão saiu correndo em direção ao corredor e mais quatro soldados atrás. Então já descobrir qual  seria o meu alvo.
                -Me deem cobertura e vamos a luta.
                Formamos uma parede e saímos atirando e todos que apareciam em nossa frente  chegar próximos onde o chefão estava, então os meninos se dividiram. Eu e Marcos continuamos em direção ao chefão e quando chegamos a uma sala vieram dois soldados com soco inglês em nossa direção marcos atirou em um, não tive reação então quando tentou me acertar puxei seu braço e coloquei a arma em sua barriga e disparei duas vezes.
                Quando o rapaz caia ao chão Marcos atirou em dois caras que estavam em cima de uma escada. Os dois caíram e Marcos aproveitou as armas que eram bem melhores que as nossas, grandes e maravilhosas. E com aquelas armas a missão ficaria ainda melhor então começamos a lutar e a matar todos os soldados restando somente o chefão que estava a placa que indicava a sala onde ficavam as câmeras.
                Pensávamos que a missão estava terminada ate quando ele usou uma pequena arma, mas muito potente, e atirou contra o peito de Marcos e saiu por uma porta logo depois da escada. Quando  alguém o atingiu uma faca na região do pescoço do chefão, era Flayton, que pegou a placa na mão dele. Naquele momento meu coração saltou do peito, pois um amigo estava morrendo do meu lado, então Flayton disse uma coisa que me deixou melhor.
                - Temos que continuar Pedro, ele sacrificou por nós e temos que vencer por ele.
Chorando muito abaixei e dei um beijo no rosto de Marcos e disse fique com Deus meu amigo, tudo vai ficar bem e quando estiver longe daqui vou realizar tudo que sonhamos um dia.  Saímos daquele local e reunimos contamos para João e Carlos o que tinha acontecido, no mesmo segundo eles disseram que iriam desistir que não iriam continuar que eles também morreriam se continuassem aquela missão, mas das palavras de Flayton fiz as minhas.
- Ele sacrificou por nós e temos que continuar e vencer por ele, pois lutando ou não corremos o risco de morrer do mesmo jeito.
Então todos decidiram continuar e lutar agora não para salvar a vida de um garoto, se quer nem sabíamos quem era, mas para salvar as nossas vidas e vingar a morte do nosso amigo. Agora sabíamos que as câmeras ficavam no topo das escadas no final do corredor onde ficavam nossos dormitórios depois de um portão com grades.
Enfim nossa preocupação aumentava, pois as missões dali pra frente poderiam ficar piores e corrermos os risco de perder mais um da equipe. Mas a necessidade por liberdade gritava dentro de cada um de nós. Então nossa próxima pista seria o fogo, então sabíamos por onde começar um dos capatazes de Florita fumava desenfreado e ela chamava à atenção dele, e o mesmo sempre encarregava de deixar dentro de sua gaveta em sua sala bem guardado para que ninguém pudesse pegar ou mesmo para não ser chamado atenção.
                Desta vez não nos dividimos pegamos as armas que tinhas conseguido pegar dos nossos adversários e usaríamos contra eles mesmos. Seguimos em direção à sala... 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mundo paralelo 7.



Retirei o meu sapato e sentei junto aos garotos, estava com minha atenção toda voltada para Florita. A missão seria salvar um garoto que estava aprisionado por criminosos e estes criminosos eram chamados de butterfly devido a cada criança roubada eles deixavam uma imagem de borboleta para traz. Teríamos somente uma forma de chegar ate a criança, pegando as pistas que eram deixadas por estes criminosos e o pior que enfrentaríamos algo que jamais tínhamos visto. 
Neste momento meu coração gelou, pois como enfrentaria algo, sem mesmo saber o que? Seja o que fosse não iria me intimidar, pois a minha vontade de participar de um missão era maior que o medo do que viria pela frente. Florita nos disponibilizou uma espada e duas granadas para cada um de nós e disse:
- Estas são suas armas, use-as quando precisar, vocês tem tudo que precisam, agora vai lá e lute. Quando saírem da base defendam-se por que as batalhas já vão começar.
Descemos as escadas da base juntos, formando um V, e quando mau chegamos ao fim da escada apareceram grandes samurais de mais ou menos 7 metros de altura, com armaduras fortes e todos com espadas enormes. Naquele momento tive vontade de voltar, mas lembrei do que Florita tinha dito “agora vai lá e lute”.
Nossas roupas também eram bem fortes e tinha uma elasticidade ótima, modificado nos laboratórios da base. Então aquela coisa enorme veio em nossa direção e aquele momentos todos os garotos saíram correndo ao cantos e fiquei admirando aquela coisa enorme, Não durou muito ate que ele me deu um chute e jogou-me no topo da escada, levantou sua espada acima da cabeça e atirou contra o chão mirando me que ainda estava deitado.
Sentir o meu corpo sair do chão e sendo jogado para os cantos da escada, minha sorte ele errou neste momento sabia que tinha que reagir, enquanto ele estava com a espada presa tentei me conter e levantar. Mas ele foi esperto e tirou a espada do chão e mandou em mim, me defendi jogando sua espada contra o chão, aquela era minha chance então sair correndo sobre a escada ate chegar em direção ao rosto daquela criatura e enfinquei minha espada em seu olho e a criatura foi caindo e pulei mais a frente da criatura colocando minha mãos ao chão para manter meu equilíbrio.
Com meu equilíbrio controlado me levantei e olhei para os lados meus amigos estão lutando contra os outros dois gigantes. Tudo que eles faziam parecia não atingir em nada aqueles gigantes. Então pensei aquele já era quando acertei o seu olho, então mandei uma granada ao pé de um deles fazendo com que ele caísse mas ele foi mais rápido e levantou-se.
- Acertem os olhos, estes são os pontos fracos.
Depois que disse aquilo os garotos começaram a trabalhar Flayton derrubou um deles e Marcos em seguida veio jogando um granada próximo ao rosto de um deles. Faltava somente um dos samurais para poder acabar com aquela parte da missão, então estávamos todos com surtos de adrenalina o sangue a flor-da-pele, quando aquele samurai saltou em nossa direção e quando ele atingiu o pico, João saltou partido ele ao meio com sua espada.
                Neste momento descobrir o potencial que tinha para conseguir derrotar o que quisesse, então missão terminada, voltamos a base recebemos os parabéns e nunca tínhamos visto Florita nos aplaudir tanto e a felicidade que ela trazia em seu rosto era uma cena que sabíamos que não veríamos nunca mais.    
                Olhei no espelho e precisava urgentemente de um banho e uma roupa limpa, mas aquela roupa era linda e o meu cabelo estava diferente, ainda continuava loiro, mas com uma coloração verde nas pontas. Então tomei um banho bem quente e tirei à roupa e o engraçado a coloração verde não era sujeira, quando tirava a roupa o meu cabelo voltava ao loiro normal.
                Aquela missão tinha sido incrível, o meu medo foi menor que a adrenalina que corria ao meu sangue. Mas quem era o garoto que tínhamos que recuperar? Por que era tão importante? Isso Florita não tinha falado, mas enfim a missão tinha sido sensacional. Às nove horas sentir as portas travando para que todos os agentes dormissem, mas tínhamos um mecanismo dentro do quarto que usaríamos caso quiséssemos sair.
                A vida era desse jeito limitado, tínhamos hora para dormi, horário do almoço, jantar e os cafés de tarde e manha, praticamente tínhamos toda a vida planejada. Mas depois da minha primeira missão pode perceber que cada limite, treinamento eram para poder termos autocontrole e conseguirmos analisar a missão e achar uma forma de resolver.
                Na manha seguinte mau tomamos nosso café e saímos direto para sala de missão e sabíamos que o dia então seria maravilhoso, cheio de missões. Florita estava com uma cara de preocupação, posso dizer que muito aflita e os... 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mundo Paralelo 6.




Enquanto estava na escuridão dos meus pensamentos, sonhava com um campo cheio de flores com todos os rapazes de Norton Houston e outro rapaz, aquele mesmo que eu vira duas vezes. Mas infelizmente acordei e deparei-me com um quarto todo escuro e uma refeição ao chão do meu quarto próximo à porta. Minha cabeça ainda rodava um pouco parecia uma ressaca a necessidade de água era continua e já era quase meia noite, quando repetiu aquele mesmo processo da noite passada e quando minha porta destravou enfiei a cabeça no travesseiro e fechei bem os olhos e com o pouco veio chegando o sono.
Na manha seguinte, acordei tarde quase a hora do almoço, comi minha refeição e logo depois avisaram que hoje teria a minha primeira consulta com a minha médica. Estava com medo dos processos ou mesmo o que ela ia dizer. Mas antes de qualquer coisa tinha que terminar uma coisa que comecei, teria que pedir desculpas a Flayton.
- Flayton desculpas por ter usado você como refém, mas eu queria muito saber quem era dono do bilhete e sei que vocês sabem e não querem me dizer.
- Ta tudo bem, fiquei com medo, mas de alguma forma sabia que não faria aquilo comigo.
- Estou indo para a primeira consulta com o médico.
 - Boa sorte, Florita é uma ótima médica.
Continuei subindo ate a sala de Florita, quando Flayton disse o nome da médica achei um nome muito diferente e bonito. Chegando a sua sala sentei em uma cadeira de frente com a mesa de Dra. Florita, primeiro fiz um milhão de perguntas e não recebi progresso nenhum.
- Vamos, deite ali naquele sofá e vamos conversar e fazer uma brincadeira.
- ok, deitarei ali?
- sim, por favor.
Aquela caixinha com um ponteiro começou a fazer devagar toc- toc-toc e ir de um lado para o outro, minha visão foi ficando lenta, como se estivesse começando a dormi e sentia que ainda estava acordado e por fim escutava somente a voz da médica.
- você deve deixar seu coração aberto e viaje em todas as suas memórias. Esqueça quem você é. Crie um mundo somente seu e deixe todas as ilusões e desilusões de seu coração, e de todos os mundos que você criará, lembre-se você tem todo o poder sobre eles.
Neste momento todas as cenas, passavam-se pela minha cabeça, meus pais, os espelhos quebrados, um hospital, meus amigos, os rapazes, a borboleta e por fim a ultima vez que ouvi a voz de Florita foi quando ela disse que, todos nós temos todas as respostas de que precisamos.
- Não, chega de showzinhos neste teatro, quero sair dar umas voltinhas.
Estava naquele teatro sentado naquela cadeira com o teatro vazio somente com meus amigos sentados assistindo aquele show. Florita nossa coordenadora, não nos dava missão a muito tempo, então ficávamos na base secreta sem fazer nada para nos entreter ela pedia para que fizéssemos uma apresentação pelo menos uma vez na semana. E hoje era meu dia de fazer uma apresentação estavam simulando uma tortura, era muito ruim, então pedi que parassem.
- Eu quero lutar, quero missão, quero treinamento, isso daqui não vai me levar a lugar algum.
- Calma rapaz, isso vai te ajudar a ter autocontrole quando estiver em uma missão.
Ser agente secreto não era tão bom, ter uma vida limitada, a única coisa que ainda me fazia feliz naquele lugar era ter meus amigos juntos de mim e poder realizar missões perigosíssimas e poder salvar a vida de um amigo ou está em perigo e ser salvo. Entretanto era o mais novo representante da base e falando assim em salvar vidas parece que já salvei muitas, na verdade não, nunca participei de nenhuma atividade. Mas estava ficando louco de tanta vontade de realizar uma missão.
O teatro era grande e os dormitórios ficavam bem ao lado em um corredor, quartos eram grandes e confortáveis, meus amigos Flayton, Marcos, Carlos e João, adoravam aquele lugar com missão ou sem missão, mas todos tinham um sonho de uma vida sem limites. A muito tempo não víamos um raio de sol sequer. Naquele mesmo dia a noite Florita deixou um recado em nossos quartos que uma missão importante estava em vista.
Aquele recado deixou-me eufórico, seria a minha primeira missão, mas isso me causou náuseas devido o fato que estaria correndo perigo e que poderia morrer na minha primeira missão como muitos. Não aguentava mais de tanta emoção, dormi e acordei quase a noite toda, na manha seguinte mais um bilhete: Espero-te no mesmo lugar de sempre, e não preciso me identificar você sabe quem sou, ou melhor, você sabe quem somos.  
Sabia muito bem onde deveria ir, para sala de missão, lugar onde Florita passa as missões para os agentes. Cheguei a sala e todos estavam sentados ao chão e Florita no topo de uma escada, o que mais estranhava era que os garotos estavam sem sapatos.
- Você esta de sapatos, não ver que está sujando todo o chão
- ah desculpe, quer que eu tire-o
Retirei o meu sapato e sentei junto aos garotos, estava com minha atenção...  

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mundo paralelo 5.



No caminho para meu quarto não pude deixar de perceber que cada quarto tinha o nome do inquilino na porta, tinha uma sequencia com Flayton, Carlos, Marcos, João e na porta do meio quarto meio que apagado, mas dava para ler o nome Luís. Isso explicava por que uma inicial “L” no topo da folha aquilo deveria ser deste tal de Luís. Quando abrir a gaveta deparei com uma...foto de um rapaz perto de uma árvore e não dava para ver ele direito, tirei minhas próprias conclusões que aquele era Luís e que ele tinha conseguido sair.
Mas como conseguiu sair? Recuperou-se ou ele fugiu? Seria quase impossível fugir daquele lugar parecia muito bem vigiado tinha enfermeiros para todos os lados e seguranças, as portas tinham trancas automáticas. Voltei ao pátio e fui acompanhar os garotos com os olhos para ver a rotina de cada um deles. E ficar sem fazer nada não era bom por que eu começava a lembrar do garoto misterioso e a escultura da borboleta.
Aquela tarde foi entediante, mas eu pude conhecer características daqueles rapazes e observar cada movimento e canto daquele lugar. A refeição daquele lugar não era boa eles deixavam em nossos quartos o café da manha, o almoço sem sal, café da tarde e o jantar segundo os garotos sempre era sopa de legumes. Logo depois do jantar cada um de nós fomos para os seus devidos quartos e ás nove horas as portas se travaram.
 Naquele momento me bateu uma angústia, por que aquilo estava acontecendo comigo? Comecei a chorar de desespero, não sabia mais o que era real, eu queria liberdade somente isso. Adormeci com os olhos lacrimejando, e pedia mais que qualquer coisa no mundo que aquilo passasse rápido ou que fosse somente um pesadelo. Mas não demorou muito ate acordar com o barulho das portas destravando, mas ainda era noite! Levantei-me e fui em direção à porta e quando abrir e sair no corredor reparei que todos os garotos continuavam dentro de seu quartos.
Percebi um vulto no final do corredor, estava com muito medo,  mas eu não liguei continuei com meu propósito queria muito sair daquele lugar e descobrir quem era o dono daquele bilhete, ou quem são eles. Seguir aquele vulto ate no final do corredor e chegando o tapete que ficava ao chão estava movido e havia uma porta aberta que dava em um andar abaixo do Hospital. Desci as escadas e cheguei a outro corredor, mas esse corredor tinha túmulos e logo a frente tinham várias portas fechadas.
- Alguém está ai?
Sentir aquele vento leve de novo, e quando olhei para traz tinha uma mancha negra no teto. Gritei e sair correndo em direção à escada em que eu tinha descido, o vento foi aumentando e ficando forte e escutava asas batendo, quando olhei para traz vi aquela mancha chegando perto de mim e percebi que as bordas da mancha assemelhavam-se com asas e soltavam uma coloração lilás no ar. Então subir deliberadamente as escadas e voltei ao meu quarto, agora eu sabia o motivo pelo qual todos os garotos permaneceram em seus quartos.
Agora parecia mesmo está em um de meus pesadelos. No Dia seguinte os meus olhos estavam pregando como se tivesse jogado cola em meus olhos, mas não hesitei em perguntar o Marcos sobre o acontecido, então ele ficou apreensivo. E disse que o prédio era mal assombrado. Mas eu não acreditei afinal isso não existia, entretanto o que era aquilo que eu tinha visto.
Tinha uma certeza, queria muito sair daquele lugar e voltar para minha vida normal, mas primeiro eu precisaria voltar no passado para descobrir. Seja o que for aquilo da noite passada, dentro deste lugar tem muita coisa escondida, agora já sabia que o lugar que o bilhete referia-se era aqui e os donos do bilhete eram os garotos do hospício.
Enfim agora havia uma pista por onde começar, então chamei os garotos e com todos na sala eu perguntei sobre o bilhete. Imaginava que eles não fossem responder ou mesmo falassem que não sabia de nada, porém eles não conseguiriam aguentar a verdade por muito tempo eu ficaria no pé deles.
- Foram vocês que mandaram este bilhete para mim?
- Que bilhete??
As últimas pessoas que pensaria que fossem me achar louco por falar no bilhete seriam aqueles rapazes, mas estava enganado. A reação e a fisionomia do rosto de cada um ficaram indiferentes com a minha revelação do bilhete, portanto não hesitei e os mostrei o bilhete e pela primeira vez Carlos abriu sua boca.
- Onde foi entregue este bilhete?
- Na minha casa, por que conhece esta letra?
- Não conheço.
Percebi que Carlos estava mentindo e que ele conhecia sim aquela letra, pois não negava o espanto expresso em seu rosto. Estava tentando ser amigo deles e resolver as coisas numa boa, mas não tive outra solução, Peguei um pedaço de ferro que estava no chão perto do sofá puxei Flayton pelo cabelo e o rendi, colocando a ponta do ferro em seu pescoço e ameacei os rapazes para falar ou iria mata-lo. Entretanto com essa reação sem pensar estava confirmando para eles e para os médicos que realmente eu era louco, suicida e descontrolado. Não demorou muito quando os enfermeiros apareceram e pela primeira vez a medica apareceu também.
Eu não teria coragem de matar uma pessoa, logo estava somente forçando a barra para que os rapazes dissessem a respeito de quem era a letra que constava no bilhete. Rapidamente os enfermeiros vieram chegando perto de mim, tiraram o ferro de minha mão e aplicaram um sedativo e de repente tudo ficou muito lento e as imagens foram ficando embaçadas e tudo ficou escuro.
Enquanto estava na escuridão dos meus pensamentos, sonhava com um campo cheio de flores com todos os rapazes de Norton Houston e outro rapaz, aquele mesmo que eu vira duas vezes. Mas infelizmente acordei e deparei-me com um quarto todo escuro e uma refeição ao chão do meu quarto próximo à porta. Minha cabeça ainda rodava um pouco parecia uma ressaca a necessidade de água era continua e já era quase meia noite, quando repetiu aquele mesmo processo da noite passada e quando minha porta destravou...

domingo, 28 de abril de 2013

Mundo paralelo 4.



Sabia que não tínhamos vizinhos novos, logo que não tinha nenhuma casa para vender, muito menos, para alugar próximo de casa. Entretanto fingir acreditar, depois de quase sairmos da cidade, rumo a escola avistei uma placa que dizia: Hospital psiquiátrico Norton Houston.
- Pai por que está me levando para um hospício?
- É para escola meu filho.
- Não é, vi uma placa logo atrás.
Neste momento eu já estava muito alterado e gritando, quando os rapazes que estavam de carona entraram em ação colocando um pano no meu nariz me fazendo desmaiar. As últimas mensagens que pude captar foram: um céu muito nublado, vozes dizendo para continuar pressionando e meus olhos foram fechando bem devagar e mergulhei em uma escuridão imensa.
Quando acordei, pedi um milhão de vezes para que fosse só mais um pesadelo terrível, mas quando abri literalmente os olhos estava em um quarto pequeno com uma mesa que só tinha uma gaveta, com uns papeis sobre ela, o abajur lumiava uma folha com a inicial “L” no topo da folha. Além da luz do abajur e da janela não tinha mais nenhuma luz. Estava numa cama de hospital, meu corpo estava mole, minha cabeça doía muito e parecia que já estava sedado e fui ate a porta estava trancada, o banheiro era bem pequeno. Portanto eu queria entender o que tinha feito para meu pai me mandar para um hospício e por que meus amigos de infância ficavam em um hospício e diziam para mim que era uma escola? Teria que deixar o tempo passar, agora só dependeria do tempo para poder entender. Estava muito dopado, não resistir e acabei adormecendo.
Acordei com o uns barulhos estranhos que vinham do outro lado da porta, me levantei e passei uma água no meu rosto e fiz minha Higiene bucal, escutei alguns assovios e algumas vozes de outros rapazes e parecia que todas as portas estivessem sido destravadas e a minha também. Fiquei com medo do que viria do outro lado da porta, por que eu não era louco e poderia achar pessoas perigosas do lado de fora do meu quarto.
Mas não Demorou muito ate eu ver olhos nas esquinas da minha porta e escutar passos repentinos próximos ao meu quarto. Até que decidir lutar contra meu medo, pois não poderia ficar trancado o tempo todo dentro daquele quarto, por que eu não era louco e tinha que demonstrar isso para o médico.
- Pedro... Pedro... Pedro...
- ola rapazes
- Podemos entrar?
- sim, entrem
Antes mesmo que eu saísse do meu quarto os rapazes já estavam pedindo para entrar, não fui ate o meu medo e ele veio ate mim. Mandei eles entrar eram dois e o engraçado é que eles pareciam com meus antigos amigos só que um pouco mais velho. E não pareciam tão loucos como eu imaginava.
- Qual são seus nomes?
- João e este daqui é o Flayton. O Flayton tem muita vergonha e medo deste lugar então ele quase não fala.   
- João, Flayton?? São vocês? Não lembram de mim?
- sim Pedro lembramos.
- Por que nunca me disseram que aqui era um hospital psiquiátrico e não uma escola?
- Aqui é uma escola.
Com aquele comentário fiquei muito surpreso, pois eles ainda achavam que ali era uma escola e no caminho estava escrito com todas as letras Hospital Psiquiátrico. Entretanto eu não quis insistir eles deviam está ali tanto tempo que não deveriam nem lembrar, ou mesmo, era um meio de refugio da realidade. Sair com eles do meu quarto e fui em direção a um pátio e chegando vi que tinham mais dois no momento eu pensei e estes devem ser o Marcos e o Carlos. E realmente estava certíssimo.
- ola rapazes
- Estes são Marcos e Carlos.
- oi cara.
Pude perceber que Marcos era um pouco sociável, mas a fisionomia do rosto assemelhava-se a um safado. E Carlos não respondeu ao meu cumprimento, parecia ser muito antipático. Uma enfermeira Passou e Marcos deu em cima dela então comprovou que não parecia safado, mas era muito safado. Carlos sempre estava com a cara fechada e não queria saber de conversa com nenhum dos garotos.
Cada um dos garotos tinha uma personalidade diferente não conseguia ver nada em comum. Vi que Flayton estava com meu caderno de desenho e quando ele viu a borboleta ficou com mais medo, do que mostrava ter, e soltou meu caderno ao chão e saiu correndo para trás de um sofá, João aumentou a televisão e começou a falar junto e alto. Marcos pegou meu caderno e disse guarde isso. Peguei o meu caderno sem entender por que a alteração e fui direto para meu quarto guardar o caderno na gaveta.
No caminho para meu quarto não pude deixar de perceber que cada quarto tinha o nome do inquilino na porta, tinha uma sequencia com Flayton, Carlos, Marcos, João e na porta do meio quarto meio que apagado, mas dava para ler o nome Luís. Isso explicava por que uma inicial “L” no topo da folha aquilo deveria ser deste tal de Luís. Quando abrir a gaveta deparei com uma...

sábado, 27 de abril de 2013

Mundo paralelo 3.


Estava quase chegando em casa quando vi alguém colocando uma correspondência na caixa de correio e saindo em direção as outras casas. Peguei a correspondência e dei uma olhada em direção a casa, e vi que entre as correspondências do meu pai havia uma carta de uma escola que meus amigos de infância estudavam. Lembro como se fosse hoje, que Flayton dizia como era a entrada, bem grande e parecia muito com uma igreja, mas com um aparência bem pálida, morta. O que me assustava por que meu pai receberia uma correspondência daquela escola.
Continuei olhando as correspondências e a última era um bilhete, que dizia:


Pedro,
Espero-te no mesmo lugar de sempre, e não preciso me identificar você sabe quem sou, ou melhor, você sabe quem somos. 


 Fiquei assustado com o bilhete confesso peguei rapidamente e coloquei no bolso para colocar depois dentro de um tênis que não usava há anos, onde eu sabia que ninguém iria mexer. Mas quem escreveria aquilo? De onde veio aquele bilhete? Por que meu pai recebia uma correspondência daquela escola? Minha cabeça estava muito confusa e começou a doer, como se tivesse enfiando estacas em minha cabeça.
- Pai, Mãe, cheguei as correspondências estão aqui em cima da mesinha, vou subir e tomar um banho.
- está bom, mas Pedro não demore muito o jantar, já vou servi.
Entrei no meu quarto e fiquei deitado ao chão com medo, mas estava tentando entender, o que acontecia! O menino misterioso que eu nunca tinha visto e a borboleta que nunca esteve no museu e agora um bilhete? Deitado no chão, adormeci, acordei com a minha Mãe batendo na porta com um comprido para enxaqueca, minha mãe me dava toda noite para que eu dormisse bem.
Tomei o comprimido e odiava toma-lo e toda noite depois de tomar o comprimido  me sentia como se estivesse fora do meu corpo, totalmente dopado, por que o remédio era muito forte. Mas eu não podia deixar de tomar por que a enxaqueca era muito forte a ponto de desmaiar. Mas a minha cabeça ainda fitava o bilhete.
Portanto em poucos minutos eu fechei os olhos e comecei a ter alucinações com gatos de todas as cores, principalmente brancos dos olhos vermelhos, e escutava no fundo da escuridão da minha mente... tic tac, tic tac.  E abrir os olhos e de uma mancha grande no teto saiu um gato e pulou em cima de mim, soltei um grito e acordei de um pesadelo suando frio. Eu me levantei e sair na porta do meu quarto percebi que meus pais estavam acordados, voltei a minha cama e rezei com muita fé para que não tivesse mais pesadelos daquela forma.
O dia amanheceu e o dia estava ótimo e o jornal anunciava que o restante da semana o tempo estaria nublado e com fortes pancadas de chuva ao final do dia, mas todos de cripta sabiam que não choveria e que o tempo poderia mesmo ficar nublado durante o restante da semana. Desci as escadas e a minha mãe estava chorando, meu pai estava muito aflito e o espelho do banheiro quebrado e minha irmã vestindo o Fred com roupa de cowboy, como se nada tivesse acontecendo.
- Mãe por que está chorando o que aconteceu? Como o espelho quebrou?
- fui pegar o shampoo e por descuido deixei minha mão bater.
Minha mãe não me convenceu com a desculpa que deu, meu pai era fisioterapeuta e naquele dia ele nem foi para o trabalho para poder ficar em casa e dar total atenção a minha mãe. Mas o que me deixou mais preocupado, ele disse que tinha fechado minha matricula e que eu estaria sendo transferido para outra escola. Lembrei-me da carta que tinha recebido da outra escola, eu nem imaginava com seria essa escola Norton Houston.
                - filho, a escola é Norton Houston. Fica no topo distante da cidade, sabe qual?
                - Sim, lembro dos meus amigos Flayton, Marcos eles estudavam lá. Mas é um internato.
- sim, você vai ficar e não vai poder voltar para casa. Enquanto não terminar o ano.
- E quando vamos?
- Hoje mesmo pode subir e arrumar suas coisas.
Subi as escadas e fui para meu quarto arrumar minhas coisas, coloquei roupas que eu precisaria por um determinado tempo. E quando fui pegar meus cadernos me deparei com um caderno de desenho em que tinha desenhos de meus amigos e achei um desenho de um garoto chamado Luís, portanto não lembrava deste nome e não parecia ser uma obra minha, no verso da folha tinha asas de borboletas e uma rosa seca. Peguei o meu tênis que estava com bilhete e coloquei também dentro da minha mala para não deixar nenhum vestígio.
- Vamos??
- Estou descendo Papai.
Não sei o que fiz e sem querer eu quebrei o espelho do meu quarto, meu pai veio correndo e dizendo para deixar os cacos no chão para poder deixar isso para hora que ele chegasse. Peguei a minha mala e desci as escadas, coloquei minha mala no porta-malas e estranhei tinha dois rapazes dentro do carro quando meu pai veio chegando, perguntei quem são? Meu pai disse que eram rapazes que ele daria carona, mas não colou a desculpa.
- Quem são esses rapazes meu pai?
- vou dar caronas pra eles ate o outro lado da cidade são vizinhos novos
Sabia que não tínhamos vizinhos novos, logo que não tinha nenhuma casa para vender, muito menos, para alugar próximo de casa. Entretanto fingir acreditar, depois de quase sairmos da cidade, rumo a escola avistei uma placa que dizia...